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O Clube do Livro foi uma experiência muito bem sucedida que reuniu alguns amigos virtuais que tem algo em comum: gostar de livros e de leitura. Durante algum tempo, neste espaço, falamos de livros, de temas e discutimos assuntos variados, sempre sob a ótica de estímulo à leitura e do amor pelos livros, sejam eles de que gênero forem.

O tempo e os afazeres de cada um, no final, acabaram por dificultar o prosseguimento da ideia inicial. Então, se você chegou até aqui, saiba que este blog deixou de ser atualizado, mas todo o seu conteúdo está disponível. Fique à vontade para explorar o que foi dito, ver os livros que lemos e discutimos, o que dissemos sobre eles. Enfim, tudo o que foi feito continua on line.

E obrigado pela visita.

O primeiro impulso foi dado pelo Marcelo. O segundo, pela Dani. Aos poucos as indicações de leitura irão surgindo e cada um de nós do clube terá excelentes opções do que ler, sempre na visão de quem já leu, gostou e recomenda, além, como foi o caso do Marcelo, achar que o tipo de leitura é fundamental para entender uma determinada ação, um determinado procedimento.

Não fui eu que inaugurei o Livroscópio. Mas isso não é importante. O que importa é deixarmos aqui nossas impressões sobre algumas das coisas que lemos e de como, ao lê-las, as outras pessoas, integrantes ou não do clube, podem se beneficiar, se informar, se divertirem. Acho, aliás, que leitura é divertimento, mesmo quando feita com o sentido da informação. Sem mais delongas, vamos às indicações

A cabeça do brasileiro

Escrito pelo cientista político Alberto Almeida e fruto de uma ampla pesquisa com a população brasileira, o livro traça um retrado do que somos, do que pensamos e como nos comportamos. Mostra que o Brasil é conservador e que o jeitinho, o compadrio e o nepotismo são apoiados por uma boa parcela da população. O livro é fundamental para que, de um lado, saibamos como é o brasileiro e, de outro, desmistifique-se muitas das crenças sobre o comportamento do brasileiro, esteja ele nos maiores ou nos menores centros. É uma leitura, no meu modo de ver, obrigatória para quem quer entender o Brasil. O livro foi publicado pela Editora Record e pode ser encontrado em qualquer boa livraria ou comprado pela Internet.

O físico, de Noah Gordon

O que dizer de um inglês pobre que quer ser médico, finge-se de judeu e vai estudar no Irã? Em resumo, esta é a história de O Físico, uma tradução atravessada de The Phisician, que como acho que sabem, quer dizer o médico. Apesar de o título não ter muito a ver com o original, o livro é ótimo. Seguramento, posso afirmar, um dos melhores que li. Além de descrever o ambiente da época em que a medicina estava começando, ele mostra costumes, respeitando as diferenças e crenças. Traz, também, uma boa pitada de romance e romantismo, e este não só do lado amoroso, mas também do idealista, de alguém que deseja ser algo, luta para consgui-lo e põe em prática o que aprendeu. O livro é puro divertimento, embora o seu tamanho assuste um pouco. Vale muito a pena lê-lo. Eu o fiz de um único fôlego.

Estão feitas as primeiras indicações. Até que o clube retome suas atividades, o que acontecerá a partir de livros que escolhi, vou voltar aqui semanalmente, sempre indicando leituras que, já tendo feito, aprovei e recomendo. Espero que gostem.

E é com o livro Mrs. Dalloway de Virgínia Woolf que encerramos um ciclo de leitura aqui no Clube do Livro. Sete autores e sete livros lidos e discutidos !

Não… não… isso não quer dizer que o Clube acabou. No entanto, final de ano chegando, correria para terminar de cumprir todas as tarefas planejas para o ano passado que ainda não foram cumpridas, planejamento para as festas e viagens do final do ano, enfim, o Clube do Livro resolveu então já entrar no clima de festa e de mudança inaugurando, até o final das férias, o Livroscópio !!!

Neste final de ano, o Clube do Livro vai dar um giro

multi-colorido pelo universo dos livros !”

Ethel Scliar

Sairemos do convencional e cada autor, até o início do ano que vem, publicará semanalmente algumas dicas de leituras, trechos que achamos interessantes para apimentar seu dia-a-dia nessas férias que está por vir !

Gostariamos de contar com a colaboração de nossos leitores, que também poderão participar do Livroscópio sugerindo livros em forma de comentário nesse blog.

Vamos todos recarregue as energias, para ano que vem iniciar um novo ciclo aqui no nosso Clube do Livro a todo vapor !

As atividades do Clube voltarão ao normal no dia 5 de janeiro de 2009.

Até lá, com vocês, Livroscópio !

Lys (Representando todos os autores do Clube do Livro)

Surpreendeu-se com o título? Pois é, desta vez eu não vou ser o primeiro a comentar o novo livro, O Servo dos Ossos, da Anne Rice. Nos anteriores, acho que sempre fiz o primeiro comentário e levado por uma razão simples: segunda-feira, quando começa a semana, é o meu dia de escrever.

Se não vou ser o primeiro não é por estar interessado no livro, no gênero ou perdido o interesse pelo clube. Nada disso. É que, desta vez, adotei uma via não tão corriqueira de aquisição. Não fui a uma livraria, mas recorri a um sebo – wwww.estantevirtual.com.br – para fazer a compra. E quem já fez aquisições por esta via sabe que os livros demoram um pouco mais a chegar.

Mas não se preocupem com este fato. Não vai me faltar coisa para ler, não. Tenho uma fila de livros e, seguramente, não vou conseguir lê-los até a Anne Rice se fazer presente. Enquanto isso, e para cumprir a programação do Clube, vou – como diria um velho amigo meu – “enchendo linguiça”.

Acho, no entanto, e como já ressaltei aqui mesmo, neste Clube, que a diversificação de leitura que estamos tendo é muito boa. Podemos – e a Lys já afirmou e reafirmou isso – ter a oportunidade de conhecer novos autores, novos gêneros, novos tipos de livros. E foi exatamente o que fizemos, começando com ficção científica, passando à dura realidade da repressão às mulheres no mundo islâmico, nos deliciando com As Avós, da Doris Lessing, vendo uma figura história, como O Chalaça e, agora, chegando mais próximo do medo e do arrepio com a Anne Rice.

Em circunstâncias normais, acho que nenhum de nós, integrantes do Clube, teríamos tido estas leituras. De minha parte, garanto que não. E posso garantir também que a diversificação – gostando mais de uns, menos de outros – é muito interessante. E uma de suas principais vantagens é alargar a visão que temos do mundo e das coisas.

Dito tudo isso, acho que justificado está o fato de, desta vez, não ser o primeiro.

D. Pedro I, no BrasilO papel histórico (?) do Chalaça ocupou o que disse, no início e em seguida, aqui neste Clube. E continuou ocupando o proscênio com a Scliar, que ressaltou a diferença entre verdade, verdade histórica e ficção. As duas primeiras, na verdade, são uma ficção bem fundamentada, nada mais do que isso.

Se a história serve como referência para confirmar a existência do Chalaça e sua importância na troupe que seguia D. Pedro, o primeiro aqui, mas o quarto lá, ela é apenas o referencial no livro do Torero. Ao optar pela ficção, ele fez a escolha da liberdade, de poder florear o personagem, dar-lhe falas que não teve e até comportamentos que não assumiu.

Ao tomar este caminho, José Roberto Torero tornou um personagem que, inicialmente, poderia ser visto como um simples alcoviteiro, em algo digno de registro histórico, participante de decisões da Corte, aqui no Brasil e em Portugal. Na realidade, Francisco, o Chalaça, foi tudo isso? Não importa. O que prevalece, no final, é a verdade do livro, do personagem que foi para ele criado.

Se teve ou não dimensão histórica – e teve – isso, no caso do livro, não é importante. O que importa, no final, é que Torero criou um personagem consistente, colocando-o em um mundo que o levou de um humilde servidor ao lado do Imperador do Brasil e do rei de Portugal. E fez isso preenchendo os hiatos históricos, contando as peripécias de um personagem.

No final, o que temos é uma leitura agradável, divertida até. O personagem histórico – que na verdade devia ser um chato – se perde nesta narração. Mas o livro ganha em vida.

Sou uma leitora contumaz. Leio tudo mesmo. Até obituário de jornal (vai que morri e esqueceram de me avisar!). Leio bula de remédio, rótulo de embalagem de caixa de fósforo, etiqueta de toalha no banheiro. Vejo graça nas Páginas Amarelas, produto em extinção graças ao Mr. Google, que tudo sabe e tudo responde. Pois vou lá digitar. Espere um pouco aí.
(… 10 minutos depois)
150 links para “ler pelo prazer de ler”. Os primeiros trazem de volta aqui para o Clube do Livro, então fica uma coisa de labirinto, que anda em círculos e não chega a lugar nenhum.
Mas outros trazem algumas informações preciosas. No Horas Serenas, com humor, 10 bons motivos para ler, um texto destinado aos jovens (bem, somos todos, pois não?). Destaco três:

1. Ler deixa os pais confusos;

2.Você não é obrigado a tomar banho depois de ler (ao contrario da Educação Física) e…

3. Os livros não ficam presos no aparelho dos dentes!

A pesquisa poderia continuar, enfronhando-se pela busca da definição do que é um bom livro… Existiria consenso?

Motivos e anti-motivos

Livros que nos surpreendem, livros que contem algo de novo, que nos acrescentam, emocionam… Não sei bem ao certo. A surpresa, descartei. Afinal, se fosse assim, jamais iria reler algumas obras. Mas existem algumas que criam raízes, leio e releio e gosto cada vez mais. Outras, na memória eram espetaculares: na segunda leitura não resistiram ao tempo. Fico sempre em dúvida, ao indicar um livro… Será que o outro vai achar mesmo bom ou vai achar bom…ba?

Pelo avesso

E se eu pensar ao contrário? O que NÃO gosto em um livro? Frases feitas, chavões, parágrafos que enrolam, enrolam… Um certo pedantismo. Livros que não se assumem – ora pois, há espaço para água com açúcar, sim senhor! Por que inventar de dizer que é alta filosofia? Eu li muita Biblioteca das Moças, chorei lagrimas verdadeiras pelas heroínas que se perdiam nos braços de amores impossíveis. Nada disto afetou (bom, pelo menos eu acho!) meu futuro de leitora – Machado de Assis, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa, Padre Antonio Vieira, li com prazer as obras “obrigatórias” da escola, junto com outras, furtivas –Lolita, Suave é a Noite. Junto, muito gibi, é claro! Gêneros de todo tipo, se for citar, não acaba mais, pois gosto de infantil, de ficção cientifica, de biografias, contos, história. Leitura cientifica também. Filosofia. Psicologia. Educação. Gosto da polêmica e da textura das palavras e do papel. Alguns me atraem pelo título ou pela capa. Tudo tem seu tempo, tudo tem sua hora. Até aceito, com ternura, os livros que jamais lerei, mas que outros folheiam com prazer. E espero que alguém, um dia, abra as páginas que eu mesmo escrevo e diga, com espanto -Mas quem é esta onde me reconheço?

E seria um personagem ou realidade, mas seria.

*Este é o verso de uma poesia de Cecilia Meireles, que termina, se não me engano, assim: Tanto que fazer, e nunca fizemos nada, nem sabemos o porquê.

“Ler pelo prazer de ler”. A proposta que levou à escolha de As Avós como um dos livros deste clube está se cumprindo integralmente. E isso se dá porque e em primeiro lugar, o livro é uma delícia, envolvente, charmoso e que nos proporciona, de fato, o prazer da leitura.
Mas o que provoca este deleite? No meu entender, ele se prende à linguagem usada, que é refinada, e construída de forma a oferecer o envolvimento do leitor, mas a beleza das construções, com excelentes figuras de imagens que acabam nos transportando para o ambiente em que a história se situa, um local próximo da praia, casas próximas, ligação de amizade extremada, exclusão de quem não participa do círculo íntimo, etc.
Em relação à edição brasileira, que li, considero que a tradução foi excelente, já que conseguiu manter o clima do livro. Esta, infelizmente, não é a regra no caso do Brasil. Em muitas obras expressões idiomáticas, por exemplo, são traduziadas ao pé da letra, fazendo com que perca o seu sentido original. Não foi o que aconteceu com As Avós. E isso contribuiu para manter o clima do livro, torná-lo envolvendo e, realmente, transformar a leitura em um prazer.
No final, a história é a celebração da amizada, mas uma amizade tão profunda que, poderíamos dizer, se transforma em dependência mútua, é excludente, constrói um muro em volta e exclui o mundo. Não é, se olharmos bem, um ambiente saudável. O dr. Sigmund na certa acharia isso meio estranho e teria, não tenho dúvida, uma teoria para a classificar.
Acho que esta situação fica bem evidente quando Harold, diante do convite para lecionar em uma outra ciadade, anuncia sua intenção de mudar, estabelecendo-se um diálogo sobre o relacionamento dele e de Roz, para concluir: (…)mas não é comigo que você tem uma relação?”. Logo depois, Roz conta a Lil o que aconteceu e esta fica surpresa, afirmando que Harold foi quem se excluiu.
O que acontece, no final, todos nós sabemos: o envolvimento com os filhos – uma da outra – e a descoberta pelas mulheres dos filhos. Com isso, e com a promessa de que nunca mais verão as netas, quebra-se o muro, abre-se nele uma brecha. Mas permanece a ligação Lil Roz e delas com os filhos, ligados não só pela maternidade, mas, como já disse, por um tipo de relação quase incestuosa.

Sem Fronteiras !

O Clube do Livro é aberto, gratuito, a distância e sem fronteiras.

Todo o conteúdo publicado enquanto o Clube funcionou está disponível e assim irá continuar. Se tem alguma dúvida ou comentário, por favor, registre-os nos Comentários.

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