Nada de O Idiota ou de Dostoievsky nesta semana. Vou me permitir uma pequena mudança de foco e lembrar uma decisão tomada por este Clube há algum tempo, de permitir que autores enviassem, a um dos integrantes por ele escolhido, suas publicações e, delas, obtivesse uma resenha ou apreciação. Na verdade, com a decisão tomada, o único livro colocado à nossa disposição foi o do Paulo Rollo, um aventureiro brasileiro que narra as suas peripécias pelo mundo afora.

Fui, na época, escolhido ou me dispus a receber o livro, lê-lo e dele fazer um comentário neste espaço. Por várias razões, que não cabe aqui alinhar, esta leitura foi colocada de lado. Mas como assumi o compromisso, tinha de a fazer em algum momento e o momento é agora. Enfim, estou lendo Volta ao Mundo em 8000 Dias e queria deixar aqui minhas primeiras impressões.

Para quem, como eu, gosta de viajar a leitura está interessante. Afinal, Rollo relata, mesmo que de forma muito rápida e sem detalhes, sua passagem por várias locais, cidades, vilarejos e mostra os problemas enfrentados para chegar, ficar e continuar com as suas viagens, indo de hotéis de luxo a dormir no carro ou, mesmo, em um local aberto, como um parque. O livro fala, também, de relacionamentos, que podem ser fáceis ou difíceis, dependendo de para onde se viaja.

Um dos pontos que identifiquei e que, no meu entender, é um dos pontos fracos do livro é sua superficialidade – pelo menos até onde li. Tudo é colocado na primeira pessoa e os locais e as aventuras, na verdade, são panos de fundo para que fale dele, do que sente, como vê o mundo. E algumas dessas visões denotam claramente preconceitos e consagra estereótipos.

Sim, a leitura é interessante, apesar dos pulos que o levam de um a outro local e tempo. Mais? Vou voltar ao assunto, assim que concluir o livro.

Com a leitura um  pouco mais   adiantada,   percebo   como são    complexas as personagens  compostas  por  Dostoiévisk   em  “O Idiota”  a começar  por  esta personalidade  tão curiosa que é  a do Príncipe  Míchkin ,  eu  enxergo nele um conjunto de  característica que  parecem ser uma  exaltação  utópica à pureza moral, surge em mim então um inquietação quanto a isso,  queria o autor nos brindar com uma personagem que fosse a encarnação da pereição?! Pois bem sabemos   que   nós   não   somos    humanamente   perfeitos,   o   que pretendia Dostoiévisk ao compor esta obra tão singular,   é a pergunta que  me proponho cada vez que pego meu exemplar, ainda não cheguei a uma resposta, mas é fato que esta  é   uma   obra magistral  e que  nos leva  a  reflexões profundas sobre a complexidade da qual somos feitos.

Saímos da Cavalaria Vermelha e entramos em O Idiota… os estilos são completamente diferentes e no início tentei encontrar uma relação artística entre os dois… muito difícil pra mim primeiro pela diferença de narrativa, e segundo pelo problema de ler em uma língua que não é a minha. Eu fico sempre com essa sensação que nunca consigo pegar completamente a mensagem do autor.

Ainda estou muito no início na leitura (peguei o livro esse fim de semana), e a gripe também não me deixou adiantar demais… mas a princípio gostei muito de como o autor introduz a estória e apresenta o ambiente… tive facilidade de visualizar a sua visão mesmo com o problema da língua. Dessa vez não li os prefácios e introdução, e fui direto no livro… apesar de gostar de ler esses textos iniciais, fui pega pela preguiça (ops…. cansaço)… mas prometo tirar um tempinho para ver o que os textos introdutórios me contam.

De resto é continuar a leitura… vamos ver o que o Dostoiévski tem pra nos contar 🙂

Boa leitura pra vocês

Casa onde foi escrito "O Idiota", em Florença

Casa onde foi escrito "O Idiota", em Florença

Como a leitura de O Idiota ainda é muito inicial e fica difícil destacar impressões mais aprofundadas, busquei um pouco mais de informações sobre o livro que eu não conhecia. Pois bem ele foi escrito no espantoso intervalo de 4 meses, em Florença entre 1867 e 1868, báh e o livro tem 681 páginas (na minha edição de 2002). É conhecido também que Dostoiévski se inspirou em Dom Quixote, de Cervantes para compor o Príncipe Míchkin e também nele próprio como o Lino já citou.

O que mais me chamou a atenção neste início de leitura foi a narrativa, que a mim parece frenética e desconcertante, a cada momento percebo que as personagens são a personificação de uma idéia e interagem em situações descontroladas sempre a um passo da tragédia. Estas são as minhas primeiras impressões e por ora é uma leitura muito interessante, vamos ver como o progresso da leitura esta estrutura complexa e interessante se mantém até o final.

Um dos temas que mais têm me chamado a atenção neste início de leitura do “Idiota” é a reiteração constante que o narrador faz em relação ao aspecto espontâneo da personalidade do príncipe Míchkin. O personagem sempre é descrito como alguém gentil, bem-educado e completamente destituído de más intenções.

Isso me lembra de um debate que tive com uma colega de pós-graduação, quando do curso desta, há cerca de dois anos. O tema era a pintura de Picasso e ela, que era arte-terapeuta de crianças, bradava decidida que “seu filho faria melhor” que o mestre cubista, dada a simplicidade – segundo ela claro -, da obra do pintor espanhol.

Jackson Pollock - "nº 1" (1949)

Jackson Pollock - "nº 1" (1949)

Outra associação que me surgiu foi com a obra do pintor norte-americano Jackson Pollock. A action painting (“pintura de ação”) de Pollock também é geralmente associada a signos como o da facilidade, como se não houvesse a menor intencionalidade crítica por detrás do conceito que o pintor criava. Como se a coisa fosse movida apenas e tão somente pela tal espontaneidade…

Nos casos de Picasso e Pollock, de fato não era a espontaneidade que norteava suas práticas artísticas. Havia, nos cubos do espanhol e nas performances pictóricas do norte-americano, intenção de pensar o mundo e de produzir olhares para além do aparente rotineiro.

Com o príncipe de Dostoiévski a coisa parece ser um pouco diferente. Pelo menos até o momento, o que me surge é um fidalgo que não faz jus ao que se vê na maioria dos casos. Faz lembrar, inclusive o Rei Lear de Shakespeare, às voltas com as contradições das filhas. Míchkin possui apreço pelo “prazer de travar conhecimento”.

É curioso como isso traz para o primeiro plano um aspecto comum no ser humano em geral. Travar conhecimento, no sentido de debater questões no dia-a-dia, parece, para muita gente, algo especialmente complicado e angustiante. Via de regra, o escape disso é a busca por guetos intelectuais que sustentem as opiniões cristalizadas, impedindo o livre trânsito da reflexão, que se encontra dentro dos espelhos da mente humana, sempre pronta a refletir nossas incompletudes e incertezas.

Uma pergunta que fica: até que ponto a postura do príncipe pode servir de objeto de reflexão sobre o papel das defesas egóicas na consciência do sujeito humano (com o perdão da redundância rítmica, afinal, não há outro sujeito)?

Um primeiro dado a ser lançado pode ser o fato de que, se há uma conexão

Pollock: espontaneidade ou intenção crítica?

Pollock: espontaneidade ou intenção crítica?

entre Picasso, Pollock e o príncipe de Dostoiévski, esta reside no desejo (que é de fato diferente do “prazer”, como parece postular o personagem Míchkin) pelo confrontamento de ideias. E acho especialmente importante, neste contexto, a palavra “travar”, que o personagem usa, e que se aproxima do que entendo ser a lógica mesma do que se chama de “diálogo”, a despeito do positivismo do termo. Sem combate, não há debate, nem reflexão. É o que se pode apreender nas entrelinhas dos sofistas gregos, por exemplo, mesmo e apesar de suas intenções escusas…

Marcelo Henrique Marques de Souza

qca5ywbggca1qzkbecanqoh88cano6v3tcadr1vftcartw9brcalksc60castekjzcagxsmeyca1bsu99ca8k6xoxcay24fh5caucxtrjca90yl6jcabe5zj7caz6ea79ca6m4k26caz2r4js É muito difícil comparar grandes autores. O que os separa são fronteiras muito tênues, onde se fixam os limites da genialidade nas atividades humanas. Fiódor Dostoiévski encontrou sua genialidade escrevendo sobre o gênero humano. Em uma época complicada da história russa, viajando e se fixando em Florença, ele criou o príncipe Lev Nikoláevitch Míchkin, O Idiota. Com ele, construiu um de seus grandes e complexos romances.
Não pensem que votei nesse livro por já tê-lo lido e que estou escrevendo esse primeiro post sobre o assunto depois de devorar em tempo recorde suas 684 páginas (edição que consegui, em um site de sebos). Não. Ainda estou no início. Mas de início percebe-se com que facilidade o grande escritor russo desenvolve uma trama e vai aos poucos apresentando seus personagens.
Aliás, esse é o grande segredo dos escritores: como apresentar seus personagens ao longo do desenvolvimento dos textos. Não há uma fórmula única, apenas um estilo consagrado. Mas se o autor não conseguir fazer isso bem, o texto perde qualidade. Se for romance, muito de sua força, de sua capacidade de entreter, de prender a atenção do leitor, vai se perder. E é possível que o volume seja deixado de lado. E o autor também.
Prometo falar muito do tema daqui para a frente. Mas não vou cometer o sacrilégio pessoal de tentar invadir a psicologia ou a psicanálise, avaliando a psique dos personagens. Essas duas ciências não são minha área, definitivamente. Domingo último, conversei durante uns 30 minutos, ao lado de uma garrafa de vinho, com um amigo que já leu essa obra de Dostoiévski. Não queria enviar esse post no escuro. E ele me forneceu uma espécie de quadro, que pude acrescentar às poucas páginas já lidas, para ter alguma base hoje. E conheço bastante esse gênio russo. De “Recordações da Casa dos Mortos” (recomendo a qualquer pessoa que goste de um grande livro, para ter na cabeceira), “Crime e Castigo” e “Os Irmãos Karamazov”.
Portanto, vamos dar tempo ao tempo. Permitir que O Idiota se mostre inteiro e que o romance cresça à medida em que as páginas se passem. Isso vai ser inevitável. E, definitivamente, muito agradável.

Encerrado um ciclo, como já observei em Início de um, …, começamos um novo. O que posso dizer é que o livro já chegou e já comecei a lê-lo, mas ainda estou bem no início, o que não me permite fazer um julgamento, nem comentários relacionados ao seu conteúdo.

Li, no entanto, que um dos personagens de O Idiota tem muito do próprio Dostoievsky, que o tornou meio autobiográfico. De início o livro nos apresenta a um cenário um pouco diferente quando imaginamos príncipes e a realeza. Afinal, mostra-nos, logo de cara, um príncipe pobre e um rico cínico, que nada vê na família a não ser a possibilidade de dispender o que seus pais acumularam.

Pelo que me pareceu – e é uma impressão muito inicial – o livro se prende aos relacionamentos e como eles eram construídos e desenvolvidos em uma Rússia que era muito desigual, colocando de um lado os que tinham muito e, do outros, subjugados, os que tinham pouco ou nada tinham. Neste aspecto, o panorama mostrado em O Idiota não difere muito do dado por Babel em A Cavalaria Vermelha.

O que chama a atenção, embora possamos ver identidades, é o tipo diferente de prosa. Enquanto Babel foi conciso, econômico mesmo, isso não acontece com Dostoievsky, que prolonga suas descrições, criando inicialmente todo um clima que leva ao primeiro relacionamento do livro. Se fôssemos comparar, seriam dois ou três contos de Babel. Em O Idiota é apenas uma introdução.

Pelo início o livro parece interessante. Agora, é continuar a leitura para constatar, no final, se a primeira impressão é ou não verdadeira. Ao término, podemos até não gostar do que lemos, mas não há dúvida que o autor é um dos grandes nomes da literatura mundial.

Rosa de Luxemburgo

Rosa de Luxemburgo

Falamos da violência, falamos do ódio, da raiva e dos desatinos humanos, esparramados nos campos de batalha, mesmo quando não são campos e sim cidadelas respingadas por países alheios. Mas que dizer dos sonhos e ds esperanças? Pois este post vai para minha vó, que viveu e morreu comunista. Seu nome verdadeiro não sei. Sei que se auto denominou Rosa, em homenagem à Rosa de Luxemburgo. Sua história fui re-construindo pouco a pouco, com o passar do tempo. Quando a vi pela última vez, fizera 90 anos. Morava no Uruguai, já há décadas. Minha vó era judia polonesa. Fugiu para Alemanha (!) e de lá para o Brasil. Casou, teve duas filhas. Fugiu de novo, casou de novo. Desta vez no Uruguai.

Paixões comunistas

Pois assim, perseguida, o Partido Comunista – lá nos idos de 1930 – mandou minha Vó Rosa refugiar-se no Uruguai. Deixou aqui as filhas, pequenas, e o marido. E se foi. Ao cruzar a fronteira, um companheiro a esperaria, para levá-la a lugar salvo, de bom abrigo. Foi cruzar a fronteira e cruzar olhares. Apaixonou-se. Vovô foi atrás, implorou e pediu. Nada. Rosa lá ficou, pelas bandas uruguaias. Lembro de alguns verões, passados em Punta del Este. Meu avô emprestado, garçom e chefe de cozinha, fazia pêssegos flambados, que me enchiam de admiração – o prato flamejante, o fogo vivo de quem ainda pregava o comunismo.

capaDe pé, famélicos do mundo

Chegamos à pequena casa. Vovó pequenina, encurvada, fala que se arrasta. Olha para a bisneta, Bianca, que do alto de seus 10 anos, exibe orgulhosa na lapela um pin com a foice e o martelo. Vovó diz, orgulhosa: – Esta é das minhas! Não resisto, e pergunto: -Mas vovó, o Muro de Berlim caiu, a União Soviética não existe mais… O comunismo desapareceu! Vovó me leva até seu quarto, aponta para a cabeceira da cama. Em cima, na parede nua, dependurado um único quadro: um retrato de Marx. E sorri, confiante: – O comunismo pode acabar, o ideal jamais! Minha avó Rosa morreu, ainda acreditando no seu sonho, ainda acreditando na igualdade dos homens e em um mundo melhor. Com exércitos de todas as cores – vermelhas, amarelas, verdes, azuis – cantando a Internacional e clamando: – Non passarán! Sem cavalos pisoteados, sem gargantas cortadas, sem sangue correndo. Apenas um retrato de Marx, que posso até ver sorrindo, na cabeceira de minha avó Rosa. E, ao longe, meu pai cantando o Hino da Internacional: De pé, famélicos do mundo! Ethel Scliar Cabral


O fim pode, sempre, ser o começo de um novo caminho. Aqui, neste clube, isso tem se tornado realidade, pois a cada vez que terminamos um livro, começamos outro. E agora estamos, mais uma vez, repetindo o feito, com uma pequena diferença: não vamos trocar de literatura, que continua sendo a russa, de um grande escritor como Dostoievsky.

Acho que neste período de leitura de A Cavalaria Vermelha praticamente tudo o que havia para ser dito sobre o livro, já o foi. No final, pelo menos no meu caso, fica o gosto de, mais uma vez, ter participado da leitura de uma grande obra, não só por ser reconhecida como tal, mas principalmente por nos dar uma perspectiva totalmente diferente do que foi uma guerra, com toda sujidade e crueldade que envolvem seus participantes.

Foi uma bela experiência ter relido Babel. Até por tê-lo feito há um bom tempo, retomei o contato com a sua prosa e com as descrições de batalhas e o mergulho na alma dos humanos, retratada em alguns dos personagens, fossem eles soldados, padres, judeus ou até inimigos. O livro nos mostra como podem ser diferentes as abordagens de personagens, os relatos de uma ação e, sobretudo, nos dá uma visão diferenciada da guerra, de como as pessoas nela se portam.

Superamos a guerra e, agora, iremos entrar em outro campo. Confesso que minha experiência com Dostoievsky não foi boa. É dele um dos poucos livros que não consegui ler até o final: Os irmãos Karamazov. Não consegui. Mas isso foi em outro tempo e O Idiota irá, agora, me proporcionar  retomada deste contato, o que faço sem nehuma idéia preconcebida e espero que, tal como aconteceu com todos os outros livros já lidos neste clube, tenha uma leitura muito agradável.

A propósito, já recebi o livro, que é bastante substancial. Olhei apenas sua capa, sopesei-o e coloquei ao lado de minha poltrona preferida para iniciar logo a leitura. E tal como aconteceu com os outros livros, como sou o primeiro a falar deles, irei contando, aqui, a minha nova experiência com Dostoievsky.

"O Pesadelo" - Henry Fuseli

"O Pesadelo" - Henry Fuseli

Quando os chamados heróis de Hollywood matam o bandido, salvam a humanidade e beijam a donzela no final do filme, o expectador sai do cinema portando uma interessante duplicidade. Por um lado, está aliviado, por saber que a estrutura “libertária” na qual acredita “funciona”, ou “se sustenta”. Porém, na medida em que esse tipo de construção, a do herói norte-americano, se baseia em modelos referendados pela demanda do próprio expectador (o ‘protetor’ de sua ‘liberdade’ e o ícone a ser seguido), o que resulta daí acaba sendo um misto de confiança na liberdade irrestrita aliada a um ressentimento autofágico, que se perpetua por conta da impossibilidade óbvia de se atingir o modelo ideal que o filme representa. Na crista desta onda, fazem sucesso figuras como Bruce Willys, Silvester Stallone, Denzel Washington e cia ltda.

Os gregos tinham uma visão um pouco diferente. Para eles, a arte precisava

"O Massacre dos Inocentes" - Peter Paul Rubens

"O Massacre dos Inocentes" - Peter Paul Rubens

figurar, para os indivíduos, o que entendiam por lógica da ‘catarse’. O herói grego passava do poder e da ilusão para o destino, no intuito de descarregar um estado de purificação na alma do expectador. Segundo o filósofo Aristóteles, em seu trabalho intitulado “Poética”, a ‘catarse’ se daria através de um processo de purificação das almas, por meio da forte emoção provocada pelo drama.

Esta é a estrutura básica da ‘tragédia’, tema que pretendo utilizar como reflexão neste momento de escolher livros para o Clube. É com o surgimento da tragédia grega que aparece, também, a ideia de ‘humanidade’, ou seja, de que o ser humano pertence a um universo maior do que o da pólis.

A arte mercadológica do mundo atual atua de forma oposta a do drama clássico. Justamente porque a “purificação” do sujeito contemporâneo se dá às avessas, ou seja, num processo que cria e recria inimigos externos ao indivíduo, que são sempre derrotados pelos modelos que a ele-indivíduo são dirigidos. Não há, em suma, reforço de nada parecido como uma ideia

Estudo sobre o Corpo Humano - Francis Bacon (1949)

"Estudo sobre o Corpo Humano" - Francis Bacon (1949)

efetiva de “humanidade”.

Qualquer um dos livros escolhidos traz enredos trágicos, que permitem que pensemos na estrutura simbólica da tragédia e no tema dos valores que impregnam as ressonâncias das obras de arte no comportamento dos sujeitos afetados por elas, de um jeito ou de outro.

As obras, por uma interessante coincidência, seguem uma cronologia do trágico, na história da arte ocidental. “Édipo Rei”, de Sófocles, representa a época grega; “Hamlet”, de Shakespeare, a época do Renascimento, com seu cenário de dúvidas e revisões ideológicas oriundas dos excessos criminosos da Idade Média; e “O idiota”, do escritor Dostoievski, figura o imaginário moderno, a partir da ótica de um discurso historicamente marginal, produzido por um russo (o que dá mais uma nuance trágica ao texto).

Votem a vontade, porque aqui a urna é eletrônica, mas não há fraude.

Édipo Rei, de Sófocles

Édipo Rei, de Sófocles

Hamlet, de William Shakespeare

Hamlet, de William Shakespeare

O Idiota, de Fiodor Dostoievski

O Idiota, de Fiodor Dostoievski

Marcelo Henrique Marques de Souza

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