O tempo não pára.

E se existem contra-capas, é justamente por que a verdade não está na face das coisas e das palavras.

Sou escritor, professor e pesquisador. E pesquisador me lembra do que o Deleuze fala sobre a análise, que ele propõe como “esquizoanálise”. A análise tem que ser mesmo esquizofrênica. Pra fugir da sedução da neurose, pra provocar tropeços e chistes na recepção.

Claro, isso não pode ser um desejo. Pra ser ético, tem que ser uma fala-sem-escuta. Mas pronta pra ela. A-final, o debate verdadeiro é aquele onde o ego do ouvinte não está do outro lado da ponte. Na verdade mesmo, é como diz Fernando Pessoa: “É preciso eliminar o propósito de todas as pontes…”.

Assim, chegamos, quase sempre, ao fundo da questão humana. Que, é claro, é uma questão sem fundo…
A leitura é um prazer, um sintoma. É uma das drogas que alimenta meu sangue. Me sinto bem cada vez que meu texto me vence. E espero que aqui seja sempre assim.

Bem-vindos e obrigado pelo convite.
Marcelo