You are currently browsing Mi Müller’s articles.

Báh primeiro vamos a surpresa de começar a ler  Morte e Vida Severina:  eu não fazia a mínima idéia de que era um poema! Mas essa leitura que a primeira vista, dada sua curta extensão pode parecer simples, se revelou transformadora, me senti, e ainda me sinto ao mergulhar nas palavras de João Cabral de Melo Neto em uma viagem por letras estrangeiras, sim pois eu uma gaúcha de sotaque carregado e uma fala permeada pelos mais diversos regionalismos me deparei com uma outra língua portuguesa, com toda uma cadência que outrora me era desconhecida e que com Morte e Vida Severina tem me parecido familiar.

Estou tri feliz em ter esta oportunidade de conhecer esta face desconhecida da literatura e com ela perceber o quão rica é a diversidade deste imenso país, e é por isso que tenho avançado devagar neste mar de letras, pois assim posso apreciar e também compreender melhor tamanha riqueza!

estrelinhas coloridas…

Anúncios

Mesmo que minha leitura tenha avançado muito pouco nesta última semana, percebi que o título do livro nos leva a criar um estigma para a personagem, que até agora pelo menos não se verfica, pois parti do pressuposto que encontraria um completo “idiota” e que tem se mostrado apenas ingênuo,  esse suposto trocadilho linguístico foi o que me levou a este engano e também a observar como a epilepsia define o Príncipe Míchkin,  ela é a raiz na qual se sustenta todas as características desta personagem tão peculiar. Espero que Dostioévski ainda reserve muitas surpresas durante esta ótima leitura!


Com a leitura um  pouco mais   adiantada,   percebo   como são    complexas as personagens  compostas  por  Dostoiévisk   em  “O Idiota”  a começar  por  esta personalidade  tão curiosa que é  a do Príncipe  Míchkin ,  eu  enxergo nele um conjunto de  característica que  parecem ser uma  exaltação  utópica à pureza moral, surge em mim então um inquietação quanto a isso,  queria o autor nos brindar com uma personagem que fosse a encarnação da pereição?! Pois bem sabemos   que   nós   não   somos    humanamente   perfeitos,   o   que pretendia Dostoiévisk ao compor esta obra tão singular,   é a pergunta que  me proponho cada vez que pego meu exemplar, ainda não cheguei a uma resposta, mas é fato que esta  é   uma   obra magistral  e que  nos leva  a  reflexões profundas sobre a complexidade da qual somos feitos.

Casa onde foi escrito "O Idiota", em Florença

Casa onde foi escrito "O Idiota", em Florença

Como a leitura de O Idiota ainda é muito inicial e fica difícil destacar impressões mais aprofundadas, busquei um pouco mais de informações sobre o livro que eu não conhecia. Pois bem ele foi escrito no espantoso intervalo de 4 meses, em Florença entre 1867 e 1868, báh e o livro tem 681 páginas (na minha edição de 2002). É conhecido também que Dostoiévski se inspirou em Dom Quixote, de Cervantes para compor o Príncipe Míchkin e também nele próprio como o Lino já citou.

O que mais me chamou a atenção neste início de leitura foi a narrativa, que a mim parece frenética e desconcertante, a cada momento percebo que as personagens são a personificação de uma idéia e interagem em situações descontroladas sempre a um passo da tragédia. Estas são as minhas primeiras impressões e por ora é uma leitura muito interessante, vamos ver como o progresso da leitura esta estrutura complexa e interessante se mantém até o final.

Sem Fronteiras !

O Clube do Livro é aberto, gratuito, a distância e sem fronteiras.

Todo o conteúdo publicado enquanto o Clube funcionou está disponível e assim irá continuar. Se tem alguma dúvida ou comentário, por favor, registre-os nos Comentários.

Última Leitura:

outubro 2017
S T Q Q S S D
« out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Leitores

  • 397,682 visitantes