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Eu sabia que era pra dar as dicas dos livros novos pelo meio de abril… mas não contei com o imprevisto de ficar doente…
Tive que fazer uma cirurgia de apendicite na semana passada… Estou bem, me recuperando, mas ainda nao estou no meu 100%.
Hoje abri meu computador depois de quase 2 semanas e vi que tinha passado uma semana da data de votacao. Me perdoem.. mas vou tentar me redimir….

Depois de alguns livros lendo em inglês e vindos de uma cultura distante… resolvi facilitar para o meu lado… vou propor uma coisa bem divertida. Como venho de Recife, e todos sabem que é uma das capitais mais ricas culturalmente no Brasil, vou propor 3 textos de teatro regional.

Desculpem se nao tenho referencias, fotos das capas e nem resumo pra ajudar nas escolhas… lembrem que estou covalescente e quero so divulgar os novos livros para serem lidos:

1. O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna

2. Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto

3. Antonio Conselheiro, de Joaquim Cardozo – esse texto não achei publicado em editora, mas pode fazer download a partir da pagina oficial do autor.

Espero que gostem do tema!

Boa escolha!

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Saímos da Cavalaria Vermelha e entramos em O Idiota… os estilos são completamente diferentes e no início tentei encontrar uma relação artística entre os dois… muito difícil pra mim primeiro pela diferença de narrativa, e segundo pelo problema de ler em uma língua que não é a minha. Eu fico sempre com essa sensação que nunca consigo pegar completamente a mensagem do autor.

Ainda estou muito no início na leitura (peguei o livro esse fim de semana), e a gripe também não me deixou adiantar demais… mas a princípio gostei muito de como o autor introduz a estória e apresenta o ambiente… tive facilidade de visualizar a sua visão mesmo com o problema da língua. Dessa vez não li os prefácios e introdução, e fui direto no livro… apesar de gostar de ler esses textos iniciais, fui pega pela preguiça (ops…. cansaço)… mas prometo tirar um tempinho para ver o que os textos introdutórios me contam.

De resto é continuar a leitura… vamos ver o que o Dostoiévski tem pra nos contar 🙂

Boa leitura pra vocês

Essa semana eu vou pegar a linha da Ethel… não quero citar citar mais violência .. já vemos isso todo dia, o dia todo… é só abrir qualquer jornal, qualquer revista, e ser “bombardeado” por toda essa violência que nos rodeia.

Para nós que não vivemos uma guerra talvez seja difícil imaginar o que acontecia com as pessoas normais, ordinárias, vivendo no meio da violência e na maioria das vezes sem nem querer…. como por exemplo na Russia, na década de 20…

Todo o espaço é tomado pela violência… a ponto de abrir uma revista ou um jornal e encontrar um conto de Isaac Babel… um dos mesmos que anos depois se tornaram best sellers em outras línguas…
Sorte dos que olhavam (ou liam) do lado de fora….

A idéia de como a violência tomava conta do ambiente de Babel é tão clara a ponto de um escritor inventar estórias que poderiam muito bem ser verdadeiras (aos meus olhos de leitora, são todas reais), usando lugares, fatos e pessoas reais e trazendo situações bastante reais em um ambiente hostil.

Nas páginas do livro vemos o que se passava por seus olhos, sua mente, e sua sensibilidade… mas acredito que também era a visão de muitos outros que viviam no mesmo lugar e na mesma época… e isso é o mais triste!

E enquanto escrevo esse texto, a TV aqui me conta sobre o meu próprio mundo… tão real (talvez menos cruel) e quase tão violento quando o da Cavalaria Vermelha.

Boa leitura pra vocês

Estou Começando a me aventurar nas histórias de guerra de Isaac Babel. Mas o livro não é sombrio… tem até uma certa graça (considerando o tema tão forte e trágico)… o que distingue o historiador do escritor. Como todos já comentaram aqui, A Cavalaria Vermelha não é um histórico da guerra… mas uma estória que se passa dentro dela.

O livro é interessante, composto por vários pequenos contos que no início você pensa que são independentes… mas depois de ler alguns você começa a montar o quebra-cabeças… de início achei um pouco confuso de ler, por misturar o inglês com alguns termos em polonês e russo.. depois me acostumei com os termos e a leitura começou a fluir…

Mas hoje quero falar do prefácio que tem na minha versão, feita pela filha dele.. achei um texto lindo e emocionado… feito por alguém que aprendeu a entender as escolhas e destino do pai com a maturidade… e a viver grande parte da vida sem ter certeza do que aconteceu…

Por permanecer na União Soviética e se recusar a moldar sua obra de acordo com as diretrizes soviéticas, Babel sacrificou sua vida pela sua língua*

Era impossível Babel ser escritor em um lugar em que não poderia se expressar com toda a sua alma… impossível permanecer perto da família sem poder poder ser o provedor do lar que ele gostaria… sua vida pela sua língua!!! Sua vida pela sua arte!!! Sua vida pelo que sabia fazer de melhor!!!!

Sentimos a compreensão do que tinha que ser feito nas entrelinhas do texto da sua filha… e vemos que o que vem a seguir é ainda mais importante historicamente! É dos únicos relatos da revolução russa que conseguiu vazar para o mundo, fazendo com que o julgamento de Isaac Babel, que durou 20 minutos com a sentença de morte já pronta, tenha somente eliminado sua vida… não suas idéias, seus textos, seu legado!!!

Agora continuo lendo o meu livro…

Boa leitura pra vocês

* Tradução livre de uma citação do livro The year of writing dangerous, de Cynthia Ozick no prefácio do livro A Cavalaria vermelha

Acabei de receber o livro!!! Peguei na minha caixa de correio quando chegava em casa agora a pouco (notem que esse post foi agendado para terça-feira… mas foi escrito segunda-feira a noite).

Depois de quase 15 dias de espera, só posso falar sobre a sua capa e as notas da contracapa (muito generosas com o autor, por sinal), falando mais ou menos o mesmo que os colegas aqui do clube já adiantaram.

Mas como não consigo falar do livro em si, vou falar da minha proximidade com a Russia através dos russos que conheço.
A comunidade russa que conheço aqui em Trondheim tem pra lá de 15 russos… conheço melhor 5 deles, os que trabalham no mesmo departamento da universidade em que costumava trabalhar até julho passado.

O que acho dos russos com relação a Russia? Eles tem uma mistura de orgulho e repúdia ao seu próprio país. Eles só andam com russos, só falam russo, só comem comida russa, reclamam que tudo é melhor na Russia, mas todos querem mudar de nacionalidade assim que possível… a ponto até de quando viajam (sim, já viajei junto com duas russas), falam que são noruegueses.

Esses sentimentos tão opostos com seu próprio país é uma das coisas que gostaria de entender, e acho que a Cavalaria Vermelha pode tentar me dar essa sensibilidade… Já que a única explicação que encontro para eles serem como são é esse desconhecimento que temos do que ocorreu com eles… o que foi essa revolução? o que ela contribuiu para seu povo? Como consegue pensar uma pessoa que vivia até pouco tempo num sistema tão rigoroso e fechado?

Aqui só faço perguntas…. mais inspiradas pelo que vi e conheci…

Será que terei essas respostas? Só lendo pra saber!!!!

Boa leitura pra vocês!!! A minha vai começar agora!

Quem não gosta de uma boa estória do bem contra o mal? Ainda mais quando essa estória é criada num ambiente de realidade, com pessoas que acertam, erram, sofrem…. bem assim como nós!!!

Esse é o romance policial… é aquele tipo de livro que todo mundo ja leu alguma vez na vida!!! Não importa muito que estilo de leitura você prefere: Todos gostam de uma boa estória policial…

Não sei se é aquela coisa do mocinho (detetive ou xerife, muito bem citado pelo Alvaro) que no final consegue desvendar brilhantemente todos os problemas… ou se é pela trama simples mas genial que sempre corre nesse tipo de leitura… ou ainda as feme-fatales que brilham e confundem todos, e aqui foi citado por vários de nós… ???
Eu sinceramente não sei a resposta…. mas sei que esse é um gênero muito bem vindo por praticamente todos os leitores… foi muito benvindo aqui no clube e abriu com chave de ouro o nosso ano!

Agora mudamos de página, mudamos de assunto, mudamos de livro… mas o Falcão Maltês fez sua marca por aqui!!!

E que se sigam outras estórias tão boas e marcantes quanto esta!!!

Boa leitura para vocês!

Uma coisa é clara e certa com relação ao Falcão Maltês: a policia é ineficiente, ignorante e facilmente corrompível.

Mas o que é isso? é verdade em todo o lugar do mundo? era verdade nos anos 30 e continua no século 21? Os policiais são escolhidos a dedo para fazerem jus ao clichê que lhes é imposto?

O que acaba acontecendo é que ficamos presos nessa “idéia” que isso é verdade… todo mundo se acomoda e fica difícil mudar.
Afinal, está em todo canto!!! Nos jornais, nos casos que chegam aos nossos ouvidos, nos livros policiais… e por ai vai…

Não estou criticando o autor… ele não foi o primeiro e nem o último a usar o esteriótipo… que venhamos e convenhamos até ajuda a dar um charme na estória… fazendo com que o nosso Sam Spade seja seguido por todos os lados…
Estou apenas tentando olhar para mim mesma e exercitando a não fazer com que os clichês virem uma verdade absoluta… porque ainda gosto de pensar que o mundo tem jeito se todos começarem a mudar a forma de pensar.

Mas deixando a filosofia de lado…. os policiais de o Falcão Maltês eram tolos, influenciáveis e até um pouco alienados… mas não foram mostrados como corruptos!!! Ainda bem!

Boa leitura pra vocês!

Acabei o livro.. em umas 2 ou (no meu caso) 3 sentadas você termina ele brincando!! Quem ainda não leu, dá tempo!!! Vamos participar das discussões!

Mas vamos ao livro…

Nessa estória de tentar achar o mocinho e o bandido, tem umas pessoas que você até consegue dar o benefício da dúvida, mas outras que você não acredita mesmo… nem um segundinho… como a mocinha fajuta da estória, a Brigid O’Shaughnessy… ohhh mulherzinha estranha!!! Mente desde a primeira linha do livro… e mesmo a secretária e escudeira do Sam Spade tendo uma "intuição boa" sobre ela, o leitor é levado a ter um pé atrás com ela o tempo todo!!

Falando nas mulheres do livro, além da Brigid, outras duas são colocadas como "criadoras de problemas"… A Iva Miles e a Rhea Gutman… mesmo com seus papéis secundários, elas chegam pra jogar mais lenha na fogueira… parece que as mulheres entraram nesse livro para complicar.. não fosse mais uma vez a secretária do Spade, a Effie Perine, eu diria que o autor tem um problema sério em confiar nas mulheres!!

Alguém pode até me falar que é melhor aparecer pra criar confusão do que não aparecer… mas será que o nosso sexo feminino é assim tão incompatível assim com os romances policiais?

Boa leitura pra vocês!

Oi pessoal,

Antes de tudo, tenho que desejar um 2009 cheio de coisas boas, inclusive leituras boas pra todo nós!

E se depender do primeiro livro do ano, estamos feitos!!! O Lino escolheu um tema maravilhoso: romances policiais… e a primeira leitura do ano, O Falcão Maltês, é uma delicia!!!!!

O livro ja começa com detetives, assassinatos, uma estatueta mística, e por ai vai…. é daqueles livros que você senta e se delicia!!! A vontade de ir atrás do filme assim que terminar de ler é grande!!!! 🙂

Mas vamos as primeiras impressões:
Estou lendo em português, graças a Dani… então a leitura vai mais rápida e a minha impressão é que a estória é bem alinhavada e bem fácil de ler.. só que agora não sei se é porque estou lendo em português, se o livro é bom mesmo, ou se as duas coisas… no ponto em que estou (metade do livro) voto nas duas coisas. 🙂

As personagens são bem interessantes… nós seguimos os passos de um detetive chamado Samuel Spade que se mete numa confusão quando é contratado por uma moça para seguir o suposto namorado da irmã.

Uma coisa que me chamou atenção é a frieza do detetive… eu lendo cada linha do livro e ficando cada vez mais espantada (e nervosa) com a estória se abrindo, e ele sempre ali, frio… como se já soubesse de tudo, tendo sempre a resposta certa ou a maneira certa de agir.

Me fez lembrar um amigo médico que trabalhava em uma emergência no Rio de Janeiro, ele era totalmente frio com relação as pessoas….
Será que sou estranha também? Somente por ser engenheira? As vezes acho que não tenho paciência para certo tipo de gente e ligo ao fato de eu ser uma pessoa que estudou muitas ciências exatas…

O interessante é que uma parte do que somos vem conosco, da nossa infância… outra parte tendemos a adaptar… seja por uma profissão perigosa, que lida com sentimentos, emoções ou mesmo porque ficamos o dia inteiro olhando para um computador cuspir números…

Bem ou mal, o Spade é uma personagem muito rica, que se esconde muito bem por trás da frieza de um detetive particular… espero que as próximas páginas me mostrem mais sobre a personalidade dele… o lado mais humano e vulnerável… aquele que comete erros!!!
Talvez isso nem seja importante na estória… mas gostaria de vê-lo um pouco mais parecido comigo… compartilhando com pelo menos um pouco do meu espanto e nervosismo enquanto caminhamos juntos pelas páginas do livro. 🙂

Boa leitura pra vocês!!

Mrs Dalloway vai seguindo.. devagar e sempre… juntando a minha falta de tempo com o “ingles requintado” que ja citei aqui… mas tudo bem…

So fui uma vez a Londres… nao tenho a memoria completa de todos os lugares que ela passa, onde vive, apesar de ligar alguns pontos na minha cabeca.
Mas o que me pegou mesmo foi a quantidade de gente em volta… gente vendo coisas, comprando coisas, falando sobre coisas… de repente me deu uma saudade imensa de gente!

Voces acham que estou brincando? Eu aqui no meu interiorzinho no fim do mundo (ou no comeco, dependendo do referencial) nao vejo tanta gente assim… como eu via quando morava no Brasil.
Lembro que quando fui no Rio de Janeiro ano passado e fiquei hospedada em Botafogo na casa de uma amiga, sai pra passear ali na Voluntarios da Patria e o mundo inteiro estava passeando comigo.. barulho de gente, de carros, de vida.

Todo esse barulho eu escutei (e estou escutando) dentro de algumas paginas de Mrs Dalloway… eh gente falando, gente caminhando, carros, paisagens.. tudo tao bem narrado que todos os barulhos que sinto falta por aqui apareceram para mim como se estivesse vendo aquilo tudo… criando um caminho especialmente meu entre os pontos que consigo ligar de Londres.

Virginia Wolf esta me dando essa nostalgia gostosa… ainda nao sei onde ela vai me levar… mas vou me deixando levar e deixando os sentimentos aparecerem… afinal eh isso que buscamos com a boa leitura, nao eh?

P.S.: Desculpem o texto sem acentuacao.

Boa leitura pra voces

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