O fim pode, sempre, ser o começo de um novo caminho. Aqui, neste clube, isso tem se tornado realidade, pois a cada vez que terminamos um livro, começamos outro. E agora estamos, mais uma vez, repetindo o feito, com uma pequena diferença: não vamos trocar de literatura, que continua sendo a russa, de um grande escritor como Dostoievsky.

Acho que neste período de leitura de A Cavalaria Vermelha praticamente tudo o que havia para ser dito sobre o livro, já o foi. No final, pelo menos no meu caso, fica o gosto de, mais uma vez, ter participado da leitura de uma grande obra, não só por ser reconhecida como tal, mas principalmente por nos dar uma perspectiva totalmente diferente do que foi uma guerra, com toda sujidade e crueldade que envolvem seus participantes.

Foi uma bela experiência ter relido Babel. Até por tê-lo feito há um bom tempo, retomei o contato com a sua prosa e com as descrições de batalhas e o mergulho na alma dos humanos, retratada em alguns dos personagens, fossem eles soldados, padres, judeus ou até inimigos. O livro nos mostra como podem ser diferentes as abordagens de personagens, os relatos de uma ação e, sobretudo, nos dá uma visão diferenciada da guerra, de como as pessoas nela se portam.

Superamos a guerra e, agora, iremos entrar em outro campo. Confesso que minha experiência com Dostoievsky não foi boa. É dele um dos poucos livros que não consegui ler até o final: Os irmãos Karamazov. Não consegui. Mas isso foi em outro tempo e O Idiota irá, agora, me proporcionar  retomada deste contato, o que faço sem nehuma idéia preconcebida e espero que, tal como aconteceu com todos os outros livros já lidos neste clube, tenha uma leitura muito agradável.

A propósito, já recebi o livro, que é bastante substancial. Olhei apenas sua capa, sopesei-o e coloquei ao lado de minha poltrona preferida para iniciar logo a leitura. E tal como aconteceu com os outros livros, como sou o primeiro a falar deles, irei contando, aqui, a minha nova experiência com Dostoievsky.