Meus prezados companheiros de clube vão me permitir ser breve hoje. Quero ao menos não deixar de disponibilizar no meu post no dia certo. Mas excesso de trabalho me impede de ir até onde gostaria.
Nessa primeira incursão pela obra de Virginia Woolf, surpreende uma característica de qualidade no texto da escritora: a capacidade que ela tem de concatenar com perfeição os “momentos” de sua história, principalmente quando Mrs. Dalloway se prepara para a festa que dará aos amigos e, tanto ela quanto os demais personagens da narrativa, fazem viagens ao passado comum a todos.
Essa viagens são essenciais à compreensão do texto, ao conhecimento da trama e ao desenrolar do romance – são sua estutura narrativa -, mas são feitas com extrema elegância de estilo. Não é um trabalho fácil de ler. Exige atenção, concentração. Mas flui de maneira quase natural. Essa talvez seja uma característica comum aos grandes escritores: são diferentes no estilo mas comuns na imensa capacidade de transmitir as emoções do que escrevem (des-crevem).
A princípio o romance de Woolf poderia parecer uma banal história de amor cercando uma festa de uma burguesa preocupada com seu vestido descozido e de seu apaixonado do passado, este obrigado a encontrar trabalho na meia idade, sobretudo para abastecer uma paixão tardia.
Não é. É história da melhor qualidade, tanto de enredo quanto de narrativa. E ainda não cheguei ao fim. Quarta que vem prometo ser mais conclusivo. Mas esse é romance que vale a pena ler.