Mea culpa. Depois de todos os posts, fica difícil escrever! Acho que temos que, “de quando em vez”, alterar a ordem, começar pelo domingo, depois sábado,. Ou talvez ao pulinhos: segunda, quarta, volta para terça, vai para quinta… Assim não seremos lineares.
Pois cá estou eu, tranquilamente, certa de que o livro estava ali, escondido entre outros, na prateleira de minha casa. Busca que busca – nada. Apenas miragem! Tudo bem, é escritora famosa, livro mais famoso idem. Vamos a luta, vamos às livrarias. Ainda tenho muito tempo: uma semana inteira se descortinava pela frente. Difícil, inclusive, localizar a autora nos sistemas de computadores das livrarias daqui. Como todos já devem ter percebido, edição esgotada. Ok, sebos, ah, porque temos sebos? EM Florianópolis, ali no centro, temos ao menos 7, que contei, e não foi conta de mentirosa, não senhor1 Pois assim começaram as 24 horas da Sra. Ethel Scliar. Passei em todos, o que deu um panorama incrível das mudanças alfabéticas na classificação dos livros em Florianópolis. Vocês sabiam que o W vem depois do Z? Sim, como me explicou a vendedora: k, w e y não fazem parte do alfabeto, portanto, vem depois. Tem sua lógica, confesso. Mas revirando de ponta cabeça sebos e alfabetos, nada de Virginia Woolf. Somente caras de muito espanto. Mas vi que tem muito livro de auto-ajuda, em homenagem ao Marcelo.

Derradeira tentativa

Ora pois, não sou de desanimar. Para que temos as bibliotecas? UFSC, 20 mil alunos, curso de Literatura, pós-graduação, doutorado, língua inglesa (que nem me atreverei a arriscar, depois dos comentários já feitos aqui). Sim, sim: três livros no acervo. Fianalizarei meu dia feliz? Não. Pois constam no sistema, no mundo virtual, mas na realidade concreta e palpável das prateleiras… Você viu? Eu também não. Os três volumes foram roubados. E eu, fico aqui, apenas sonhando com o livro que, juro, tenho certeza, havia na minha prateleira. Ethel Scliar Cabral