Nos últimos tempos tem rolado muita discussão no nosso Clube sobre os vários tipos de literatura. A literatura feita para vender de forma massiva que apela para histórias mais leves e sem muito conteúdo para reflexão, os livros de auto-ajuda que lotam cada dia mais as estantes das livrarias, e os clássicos como Machado de Assis que ocupam espaço cada vez mais limitado nas livrarias e nas estantes das casas das pessoas. Hoje em dia, livros clássicos são considerados literatura obrigatória para estudantes que muitas vezes entendem a obrigatoriedade com certa rebeldia. A prova disso aqui no Clube veio em forma de comentário alguns dias atrás. Mas para mim essa pseudo rebeldia é confusa, pois de fato vejo que essa obrigatoriedade já é uma certa rebeldia contra a imposição da literatura massiva e lucrativa.

Pensando nessa questão resolvi abordar como tema a seguinte pergunta:

O que faz de um livro um clássico da literatura ?

Eu acho que essa resposta pode variar bastante entre nós, mesmo porque se trata de uma pergunta subjetiva. E vale tudo hem gente ? Vale qualquer gênero… Adiciono a essa pergunta o pedido para que cada autor indique em seu último post um livro que, segundo seu ponto de vista é um clássico da literatura mundial e explique o porque de sua escolha. Gostaram da ideia ?

Enfim… mas agora tenho que sugerir três livros para a próxima leitura aqui do clube. Nada mais justo do que escolher três livros que no meu ponto de vista são clássicos da literatura mundial. Missão difícil essa que me coloquei, mas como estou praticamente de malas prontas de volta para a terrinha, resolvi então ficar apenas nos clássicos britânicos como forma de despedida agradecida a esse país que me aceitou de braços abertos por três longos anos.

Mas escolher três clássicos, mesmo que considerando somente escritores do reino encantado, não é uma tarefa fácil não… resolvi então começar por selecionar alguns escritores conhecidos por darem à luz a vários clássicos e dentre os vários clássicos de cada autor escolhi um. Para estreitar minha angústia, comecei por deixar de lado o escritor inglês considerado o mais clássico de todos os britânico, pois Shakespeare é digno de tese de doutorado. Optei então para os mais “muderninhos”. Abaixo seguem as três opções de livros para a votação:

1. Charles Dickens – Entre os seus maiores clássicos estão Oliver Twist e David Copperfield. O livro que escolho para o clube do Livro é:

A Tale of Two Cities (Um Conto de Duas Cidades, em português – 400 páginas) é um romance histórico de autoria de Charles Dickens lançado em 1859; é também um romance que trata de temas como culpa, vergonha e retribuição. A principal fonte para Dickens escrever o livro com fundo histórico é The French Revolution (A Revolução Francesa), de Thomas Carlyle. A narrativa é extrarodinariamente dependente da correspondência como meio de avançar o fluxo de acontecimentos, e apesar de não ser uma obra epistomológica no sentido definido por Les Liaisons Dangereuses (Ligações Perigosas) de Pierre Choderlos de la Clos, percebe-se rapidamente que a troca de correspondências forma um centro impulsionador para a maior parte do desenvolvimento da narrativa. O livro cobre o período entre 1775 e 1793, da Independência americana até o meio do período da Revolução francesa (texto tirado na íntegra da Wikipédia)

2. Virginia Woolf – Apesar de sua obra mais conhecida ser Orlando, publicada em 1928, aqui ficaremos com a também muito conhecida:

Mrs. Dalloway (216 páginas) – romance publicado em 1925. Passa-se durante um único dia, no qual Mrs. Dalloway prepara uma recepção em sua casa, na Inglaterra pós-primeira guerra mundial. Ao longo do dia, o romance acompanha as atividades e, principalmente, os pensamentos de algumas pessoas cujas vidas de algum modo se relacionam com Clarissa (Mrs.) Dalloway e sua festa.

Esse romance ficou conhecido pelo filme As Horas, baseado na obra homônima de Michael Cunningham. Ele conta várias histórias, mescla a vida da própria autora numa personagem e coloca algumas particularidades de Mrs. Dalloway numa dessas histórias. Em Mrs. Dalloway Virginia descreve um único dia da personagem, quando ela prepara uma festa. (texto tirado parcialmente da Wikipédia)

3. Oscar Wilde – considerado um dos grandes escritores ingleses do século XIX, escreveu vários contos e peças de teatro. O seu único romance foi:

The Picture of Dorian Gray (O Retrato de Dorian Gray, em português – 300 páginas). Foi publicado inicialmente como a história principal da Lippincott’s Monthly Magazine em 20 de junho de 1890. Wilde depois reviu, alterou e ampliou essa edição, que foi publicada como a versão atual. O romance, de forte cariz estético, conta a história fictícia de um homem jovem chamado Dorian Gray na Inglaterra aristocrática e hedonista do século XIX, que torna-se modelo para uma pintura do artista Basil Hallward. Dorian tornou-se não apenas modelo de Basil pela sua beleza física (um “Adônis que se diria feito de marfim e pétalas de rosa”), mas também tornou-se uma fonte de inspiração para outras obras e, implicitamente no texto, uma paixão platônica por parte do pintor. Mas o seu retrato, que Basil não quer expôr por ter colocado “muito de mim mesmo”, foi sua grande obra-prima. (texto tirado parcialmente da Wikipédia. Clique aqui para ler na íntegra)

É isso aí meus caros… agora é com vocês🙂

beijos e a todos e tenham um ótimo domingão.

Lys