mukthar.jpgÉ inegável, se olharmos apenas o Ocidente, que a posição da mulher é, hoje, muito melhor do que foi há alguns anos. Se perguntarmos, no entanto, se essa melhoria é geral, a resposta é não. Em alguns locais – e dependendo muito do meio – há liberdade, igualdade e as mulheres são respeitadas pelo que são, iguais ou diferentes.

O caso de Mukthar Mai nos obriga, de certo modo, a olhar para o lado ou para trás e ver que, talvez não exatamente na situação dela, mas muito próximo, existem milhões de mulheres. E não é o caso – aliás, também no Paquistão – de a legislação não reconhecer seus direitos. É que a cultura se sobrepõe a lei. E no final, até as próprias mulheres acham que estão cumprindo o seu papel.

Digo isso para insistir em que a educação é o único meio de transformar a situação. A educação, por sinal, é transformadora em todos os campos, pois abre a mente, faz com que vejamos as igualdades e diferenças e passemos a questionar coisas, regras, posições, etc. É por isso, talvez, que em muitas partes homens queiram manter as mulheres na ignorância. Sabendo mais, vão conseguir crescer, defendendo seus direitos.

A situação do Paquistão serve, também, como reflexão para o Brasil. Vivemos uma divisão clara, com uma parte – a parte Bélgica – vendo a condição da mulher de forma diferente, entendendo que tem de participar em todos os campos. E um outro – a parte Paquistão – onde a opressão ainda é a regra. E é nesta parte que se encontra a grande parcela dos brasileiros que são analfabetos, que nunca tiveram uma educação formal.

No Paquistão, na França, em qualquer país da Europa, América, África, Ásia ou Oceania a educação é a única forma de transformar as pessoas. E fazer com que as mulheres deixem de ser vítimas de procedimentos como os relacionados à Mukthar Mai.

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