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	<title>Clube do Livro</title>
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	<description>Um clube de leitura e para discussão de vários temas</description>
	<pubDate>Mon, 12 May 2008 17:56:18 +0000</pubDate>
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		<title>As mulheres como objeto</title>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2008 17:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Blog do Lino</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ler pelo prazer de ler]]></category>

		<category><![CDATA[ahistórico]]></category>

		<category><![CDATA[discrimijnação]]></category>

		<category><![CDATA[machismo]]></category>

		<category><![CDATA[prostituição]]></category>

		<category><![CDATA[submissão]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos aspectos que me chamou a atenção em O Chalaça, que este Clube está lendo, foi o tratamento dispensado às mulheres. Em alguns momentos, elas são tratadas como se fossem deusas e olhadas como tal. Mas mesmo nestes momentos são vistas, de certa forma, como objetos.
Veja-se o caso do próprio Chalaça. Seus envolvimentos foram, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Um dos aspectos que me chamou a atenção em O Chalaça, que este Clube está lendo, foi o tratamento dispensado às mulheres. Em alguns momentos, elas são tratadas como se fossem deusas e olhadas como tal. Mas mesmo nestes momentos são vistas, de certa forma, como objetos.</p>
<p>Veja-se o caso do próprio Chalaça. Seus envolvimentos foram, tirando o último, todos somente sexuais. As mulheres, neste caso, não representavam nada além de um bom sexo - o que, sendo aceitável para os dois lados, não pode ser condenado. Não há um relacionamento diferenciado. Será que era uma característica da época?</p>
<p>Outro aspecto interessante sobre os relacionamentos é, pelo menos do ponto de vista do livro, a facilidade para o relacionamento sexual. E não estou falando dos prostíbulos, não. Estes sempre existiram - e continuam existindo, de forma diferente. O livro faz parecer que o intercurso sexual era natural, em se tratando de relacionamento homem e mulher.</p>
<p>Na verdade, se olharmos o lado histórico, há, efetivamente, a prevalência do machismo, já que as mulheres eram, mesmo na nobreza, voltadas para dentro de casa, submissas a seus senhores e maridos. Mas pelo que sei, não havia a permissividade sexual retratada nas &#8220;memórias&#8221; do conselheiro.</p>
<p>Pode ser que a nobreza tenha tido maior liberdade sexual, mas ela não chega, pelo que se vê na história, nem perto do que O Chalaça retrata. E isso, no meu entender, mostra que, antes de fazer história ou usá-la para desenvolver o romance, José Roberto Torero inestiu tudo na ficção.</p>
<p>E ao fazê-lo, centrando-se no picaresco, acabou sobrevalorizando comportamentos que são ahistóricos.</p>
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		<title>Chalaça ontem e hoje</title>
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		<pubDate>Sat, 10 May 2008 07:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alvarosilva</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O que vem a ser chalaça?
Antônio Houaiss define o termo como sendo “dito ou feito espirituoso, zombeteiro; escárnio, gracejo, motejo, dito ou gracejo de mau gosto; chocarrice. Elegância no andar da cavalgadura, entre os ciganos”. Pois muitos autores consideram que Francisco Gomes da Silva, conhecido como “O Chalaça”, foi o personagem mais influente do Primeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/05/djoao.jpg"><img class="size-medium wp-image-192 alignleft" style="float:left;" src="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/05/djoao.jpg?w=155&h=300" alt="" width="155" height="300" /></a>O que vem a ser chalaça?<br />
Antônio Houaiss define o termo como sendo “dito ou feito espirituoso, zombeteiro; escárnio, gracejo, motejo, dito ou gracejo de mau gosto; chocarrice. Elegância no andar da cavalgadura, entre os ciganos”. Pois muitos autores consideram que Francisco Gomes da Silva, conhecido como “O Chalaça”, foi o personagem mais influente do Primeiro Reinado, ainda que o Brasil contasse na época com algumas figuras consideradas exponenciais na corte, como José Bonifácio de Andrada e Silva e o Marquês de Barbacena.<br />
José Roberto Torero escreveu a vida desse personagem da história do Brasil com irreverência e humor. Mas como fazer de uma comédia bufa senão isso? O livro – rigor histórico discutível pelo próprio estilo imposto à narrativa – é delicioso de ler. E mostra um pouco da construção da, digamos, “alma nacional”. Numa época em que o país ainda não existia – tratava-se de um Reino Unido – e a dita cultura brasileira, difusa, ia se formando à medida em que crescia a economia da ex-colônia com as iniciativas tomadas por Dom João VI (foto) e sua corte européia visando sempre, claro, seu conforto e riqueza.<br />
Essa história nos remete a uma constatação necessária. Inevitável. O Brasil nasceu, cresceu, passou por fases distintas e crises inimagináveis, sempre à sombra de poderes diversos que se construíram/constituíram sobre instituições civis extremamente frágeis. Raramente a população foi ouvida quando decisões de Estado foram tomadas. A história da vinda da corte para o Brasil é o início disso. O Chalaça, como personagem, já morreu. Mas os chalaças sempre proliferaram no país e podem ser encontrados em praticamente todos os eventos marcantes da vida nacional. Inclusive os que são vividos hoje, quando finalmente parece que se está construindo instituições civis mais fortes. Perenes, quem sabe.<br />
O Chalaça viveu à sombra, às custas e graças à paixão que Dom Pedro I tinha pelas mulheres. Soube se aproveitar disso, habitou a corte que se estruturava com os anos passados no Brasil e, no curto espaço do Primeiro Reinado, de apenas nove anos, tornou-se uma figura extremamente poderosa. E também odiada porque sua influência sobre o filho do rei rendia-lhe inimizades.<br />
Há fatos na vida do Chalaça que nos remetem inevitavelmente aos dias de hoje. Em 1816, recebeu o rendoso emprego de Juiz da Balança da Casa da Moeda. Fantástico! Sensacional! Brilhante! O pilantra trabalhava conferindo o peso do ouro. É como a raposa tomando conta das galinhas&#8230;<br />
Para que se faça idéia das benesses com que foi agraciado o incrível personagem que caiu nas graças de D. Pedro I, basta ler um resumo que dele traçou Alberto Rangel, historiador de “D. Pedro e da Marquesa de Santos”:<br />
“A 19 de novembro de 1822, foi-lhe mandado entregar ouro para fatura da Coroa e do Cetro. Em dezembro de 1823, encontra-se oficial da Secretaria dos Negócios do Império: depois, a 4 de abril de 1825, oficial maior graduado da mesma Secretaria, com exercício no Gabinete Imperial; e a 16 de abril de 1827, um decreto mandava que ele, a seu pedido, recebesse emolumentos em “todas as Secretarias de Estado”, como se fosse Oficial efetivo delas! Intendente Geral das Cavalariças, Secretário do Gabinete Imperial, Conselheiro de Estado, Comandante da Imperial Guarda de Honra, Concessionário da Exploração do Ouro, oficial da Ordem do Cruzeiro, comendador honorário da Torre e Espada, comendador da Ordem de Cristo e de S. Leopoldo, ministro plenipotenciário, procurador e “factótum” de D. Amélia viúva, tudo isso Gomes o foi”.<br />
Estranha e incrível figura, essa. Mas poderosa. Tanto que, ao não ter outra escolha a não ser a de mandar embora o Chalaça, Dom Pedro não permitiu que ele deixasse o Brasil enxovalhado, como um simples português desterrado. Nomeou-o Embaixador em Nápoles. O contador de piadas, o arranjador de namoradas, o gaiato, o biltre da corte portuguesa, terminava a carreira como diplomata brasileiro. Não é assim que acontece até hoje?</p>
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		<title>Livros que não se lêem, amigos entre adeuses*</title>
		<link>http://clubedolivro.wordpress.com/2008/05/07/livros-que-nao-se-leem-amigos-entre-adeuses/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 14:22:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>scliar</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ler pelo prazer de ler]]></category>

		<category><![CDATA[leitura]]></category>

		<category><![CDATA[prazer]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou uma leitora contumaz. Leio tudo mesmo. Até obituário de jornal (vai que morri e esqueceram de me avisar!). Leio bula de remédio, rótulo de embalagem de caixa de fósforo, etiqueta de toalha no banheiro. Vejo graça nas Páginas Amarelas, produto em extinção graças ao Mr. Google, que tudo sabe e tudo responde. Pois vou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#000000;">Sou uma leitora contumaz. Leio tudo mesmo. Até obituário de jornal (vai que morri e esqueceram de me avisar!). Leio bula de remédio, rótulo de embalagem de caixa de fósforo, etiqueta de toalha no banheiro. Vejo graça nas Páginas Amarelas, produto em extinção graças ao Mr. Google, que tudo sabe e tudo responde. Pois vou lá digitar. Espere um pouco aí.<br />
(… 10 minutos depois)<br />
150 links para “ler pelo prazer de ler”. Os primeiros trazem de volta aqui para o Clube do Livro, então fica uma coisa de labirinto, que anda em círculos e não chega a lugar nenhum.<br />
Mas outros trazem algumas informações preciosas. No <a title="10 motivos para ler" href="http://horasserenas.blogs.sapo.pt/tag/ler" target="_blank">Horas Serenas</a>, com humor, 10 bons motivos para ler, um texto destinado aos jovens (bem, somos todos, pois não?). Destaco três:</span></p>
<p><span style="color:#000000;">1. Ler deixa os pais confusos;</span></p>
<p><span style="color:#000000;">2.Você não é obrigado a tomar banho depois de ler (ao contrario da Educação Física) e…</span></p>
<p><span style="color:#000000;">3. Os livros não ficam presos no aparelho dos dentes!</span></p>
<p><span style="color:#000000;">A pesquisa poderia continuar, enfronhando-se pela busca da definição do que é um bom livro… Existiria consenso?</span></p>
<h2><span style="color:#800000;"><strong>Motivos e anti-motivos</strong></span></h2>
<p>Livros que nos surpreendem, livros que contem algo de novo, que nos acrescentam, emocionam… Não sei bem ao certo. A surpresa, descartei. Afinal, se fosse assim, jamais iria reler algumas obras. Mas existem algumas que criam raízes, leio e releio e gosto cada vez mais. Outras, na memória eram espetaculares: na segunda leitura não resistiram ao tempo. Fico sempre em dúvida, ao indicar um livro… Será que o outro vai achar mesmo bom ou vai achar bom…ba?</p>
<h2><span style="color:#800000;"><strong>Pelo avesso</strong></span></h2>
<p>E<span style="color:#000000;"> se eu pensar ao contrário? O que NÃO gosto em um livro? Frases feitas, chavões, parágrafos que enrolam, enrolam… Um certo pedantismo. Livros que não se assumem – ora pois, há espaço para água com açúcar, sim senhor! Por que inventar de dizer que é alta filosofia? Eu li muita Biblioteca das Moças, chorei lagrimas verdadeiras pelas heroínas que se perdiam nos braços de amores impossíveis. Nada disto afetou (bom, pelo menos eu acho!) meu futuro de leitora – Machado de Assis, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa, Padre Antonio Vieira, li com prazer as obras “obrigatórias” da escola, junto com outras, furtivas –Lolita, Suave é a Noite. Junto, muito gibi, é claro! Gêneros de todo tipo, se for citar, não acaba mais, pois gosto de infantil, de ficção cientifica, de biografias, contos, história. Leitura cientifica também. Filosofia. Psicologia. Educação. Gosto da polêmica e da textura das palavras e do papel. Alguns me atraem pelo título ou pela capa. Tudo tem seu tempo, tudo tem sua hora. Até aceito, com ternura, os livros que jamais lerei, mas que outros folheiam com prazer. E espero que alguém, um dia, abra as páginas que eu mesmo escrevo e diga, com espanto <em>-Mas quem é esta onde me reconheço?</em></span></p>
<p><span style="color:#000000;">E seria um personagem ou realidade, mas seria.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">*Este é o verso de uma poesia de Cecilia Meireles, que termina, se não me engano, assim: <em>Tanto que fazer, e nunca fizemos nada, nem sabemos o porquê.</em></span></p>
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		<item>
		<title>Ler pelo prazer de ler um livro bem escrito!!</title>
		<link>http://clubedolivro.wordpress.com/2008/05/06/ler-pelo-prazer-de-ler-um-livro-bem-escrito-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 May 2008 04:28:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>danipontes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[As Avos]]></category>

		<category><![CDATA[Ler pelo prazer de ler]]></category>

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		<description><![CDATA[Voltando ao tema proposto pela Lu&#8230; o que é um livro bem escrito pra você?!?!
Concordo que ler um livro bem escrito é um prazer indescritível!! Se ambientar na história, se sentir amiga(o) dos personagens, ter aquela sensação de curiosidade e de tristeza com o final do livro&#8230; tudo isso é bom demais!!! Mas volto a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Voltando ao tema proposto pela Lu&#8230; o que é um livro bem escrito pra você?!?!</p>
<p>Concordo que ler um livro bem escrito é um prazer indescritível!! Se ambientar na história, se sentir amiga(o) dos personagens, ter aquela sensação de curiosidade e de tristeza com o final do livro&#8230; tudo isso é bom demais!!! Mas volto a pergunta: o que é um livro bom pra você?!?! Será que um livro que eu adoro vai ser bom pra Lys ou pro Lino, pra Lu, pra Ciça, pro Álvaro, pra Scliar?!?! (por isso também o Clube é tão bom!!)</p>
<p>Confesso que tenho um certo preconceito com os livros &#8220;intelectuais&#8221;, ganhadores de prêmio Nobel e afins. Sou leitora assumida de romances, adoro aqueles água com açúcar!! Meu paidrasto fica me zoando que minha leitura melhorou muito depois de entrar aqui no Clube!!! Mas a verdade é que eu gosto de ler um livro fácil, relaxante!! Tudo bem, admito, ADOREI As avós!!! E olha que eu tava meio receosa de detestar!! Assim como, desde o começo, temo a vez da Lys escolher a Simone!!! rs</p>
<p>Enfim, o que quero dizer é: um livro bem escrito também depende de quem está lendo. Neve, por exemplo, que foi uma das opções da Lu, eu comecei a ler e desisti porque detestei!! Mas penso que com livro é assim, não importa se ele é Nobel ou não, alguns vão nos conquistar e outros nem tanto!!!</p>
<p>E você. o que considera um livro bem escrito?!!?</p>
<p>Mil beijos, Dani</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Investindo no lado folclórico</title>
		<link>http://clubedolivro.wordpress.com/2008/05/05/investindo-no-lado-folclorico/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 May 2008 08:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Blog do Lino</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[O Chalaca]]></category>

		<category><![CDATA[devassidão]]></category>

		<category><![CDATA[diário]]></category>

		<category><![CDATA[diferente]]></category>

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		<category><![CDATA[história]]></category>

		<category><![CDATA[imperador]]></category>

		<category><![CDATA[influência]]></category>

		<category><![CDATA[intrigas]]></category>

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		<description><![CDATA[Ele existiu. Foi influente. Esteve ao lado de D. Pedro, o primeiro no Brasil e o quarto, em Portugal. Mas o que sabemos dele? Pelo que a história nos diz, muito pouco. E neste aspecto o livro de José Roberto Torero não acrescenta informações. Afinal, preferiu trabalhar com o lado folclórico, não só do conselheiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/05/chala1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-187 alignleft" style="float:left;" src="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/05/chala1.jpg?w=204&h=281" alt="" width="204" height="281" /></a>Ele existiu. Foi influente. Esteve ao lado de D. Pedro, o primeiro no Brasil e o quarto, em Portugal. Mas o que sabemos dele? Pelo que a história nos diz, muito pouco. E neste aspecto o livro de José Roberto Torero não acrescenta informações. Afinal, preferiu trabalhar com o lado folclórico, não só do conselheiro Gomes, o Chalaça, mas do próprio Pedro.</p>
<p>Torero, na verdade, fez um ótimo livro, muito bom de ler e que, no final, nos diverte com a história de um pretenso diário escrito pelo Chalaça. Pelo divertimento, vale a pena ler. Para buscar informações - principalmente novas - não. Esta, por certo, não foi o que buscava o autor. Ao contar uma &#8220;história&#8221;, se quis divertir, conseguiu seu intento.</p>
<p>Não vou discutir detalhes do livro, pois creio que ele não foi integralmente lido por todos. Mas o que posso dizer é que, ao final da leitura, fiquei meio frustrado. Esperava mais, bem mais. Sabia que era ficção, não um livro de história, mas achava que fosse diferente do que, na verdade, é.</p>
<p>O personagem, no meu entender, tem todos os atributos para se construir, em torno dele e do mito criado de sua influência, um texto mais informativo, que retrate os vários momentos em que ele viveu, mostrando uma idéia geral da política, da economia, do próprio D. Pedro. Mas aí, talvez, eu esteja pedindo um livro de história, não um romance.</p>
<p>Pode ser que a graça dele - do livro e do Chalaça - seja exatamente o fato de apelar para o pitoresco, para o folclore, para as pequenas intrigas da corte e, principalmente, pela devassidão de um imperador que não podia ver um rabo de saia. Um estímulo, na certa, para que seus fiéis escudeiros fizessem o mesmo.</p>
<p>Valeu a leitura? Sim. Não só por tratar de algo diferente, mas por permitir um dos objetivos deste clube, que é exatamente a diversificação, fazendo com que saiamos daquilo que estamos sempre lendo.</p>
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		<title>Excludentes e Excluidos III</title>
		<link>http://clubedolivro.wordpress.com/2008/05/04/excludentes-e-excluidos-iii/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 May 2008 04:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lys</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Hoje eh dia de encerrar a Trilogia dos Excludentes e Excluidos que conta com os posts: Amizade (que ja foi publicado aqui), Cumplicidade (que tambem ja foi publicado aqui) e Incesto. Hoje vou publicar a terceira e ultima parte.
Incesto:
O diferencial nesse conto, no meu ponto de vista eh o incesto como Lino citou bem em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Hoje eh dia de encerrar a <strong><span style="color:#ff0000;">Trilogia dos Excludentes e Excluidos</span></strong> que conta com os posts: Amizade (<a href="http://http://clubedolivro.wordpress.com/2008/04/17/excludentes-e-excluidos-iexcludentes-e-excluidos-i/" target="_blank">que ja foi publicado aqui</a>), Cumplicidade (<a href="http://http://clubedolivro.wordpress.com/2008/04/17/excludentes-e-excluidos-iexcludentes-e-excluidos-ii/" target="_blank">que tambem ja foi publicado aqui</a>) e Incesto. Hoje vou publicar a terceira e ultima parte.</p>
<p><strong><span style="color:#ff0000;">Incesto:</span></strong></p>
<p>O diferencial nesse conto, no meu ponto de vista eh o incesto <a href="http://clubedolivro.wordpress.com/2008/04/07/um-quase-incesto/">como Lino citou bem em seu post</a>. E depois a Scliar reforcou em <a href="http://clubedolivro.wordpress.com/" target="_blank">um dos posts dela</a>. A amizade era forte porem normal segundo o que eh entendido como normal pela sociedade, a separacao dos casais compreensivel, o amor das mulheres pela sua cidade compreensivel, o relacionamento de uma mulher mais velha com um rapaz jovem tambem eh compreensivel. O que nao eh compreensivel, nem mesmo pelas protagonistas, eh o fato de esses rapazes serem praticamente seus filhos.</p>
<p>Na wikipedia achei uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Incesto">definicao bastante interessante de incesto</a> e nesse caso do livro a relacao pode sim ser definida como incestuosa de fato, como um incesto nao parental. Visto que na palavra parente pode ser incluido ligacoes maternais nao sanguineas. Com isso, fazer sexo com o filho adolescente de sua melhor amiga, que foi criado desde bebe sob seus cuidados como se fosse uma segunda mae, tambem eh definido como incesto.</p>
<p>Na maior parte dos paises o incesto eh legalmente proibido, mesmo que haja consentimento de ambas as partes. Ou seja, no livro, ou mesmo que eles estivessem vivendo essa experiencia na vida real, os quatro tinham motivos de sobra para manter esse segredo longe do alcance dos outros. E nesse caso &#8220;os outros&#8221; nao significa apenas nao pertencer ao grupo de amizade e sim nao pertencerem ao grupo dos &#8220;pervertidos&#8221;.</p>
<p>Na natureza, entre os animais e ate mesmo em nossos antepassados colonizadores, o incesto era legal e aceito com uma certa naturalidade. Um filho proveniente de uma relacao consanguinea pode reproduzir e intensificar problemas geneticos pre-existentes. Relacoes sexuais e amorozas entre pessoas ligadas em paretesco, nao necessariamente sanguineo, eh condenada pela igreja e sociedade aonde nos e as avos vivemos.</p>
<p>A questao eh: &#8220;Os quatro&#8221; sao de fato culpados por terem deixado esse amor acontecer ? De fato nao precisamos tomar uma posicao pois a sociedade ja o faz em maioria e as avos sabiam muito bem disso e por essa razao escondiam. Independente do que achamos ou deixamos de achar, ocorreu um incesto e essa relacao nao poderia deixar de ser excludente, <a href="http://clubedolivro.wordpress.com/2008/04/15/amizade-excludente/">como disse a Dani</a>. No entanto, pensando por esse lado nao seria mais uma vez &#8220;os quatro&#8221; os excluidos ao inves dos excludentes ?</p>
<p>O fato eh que &#8220;as avos&#8221; estavam definitivamente fora do que poderia ser aceito pela sociedade que as rodeava e aos nao aceitos so resta a exclusao. De qualquer forma, eh <a href="http://clubedolivro.wordpress.com/2008/04/05/tinha-que-dar-m/">como o Alvaro disse</a>: So poderia acabar em merda&#8230;</p>
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		<title>Amor, sexo e gênero</title>
		<link>http://clubedolivro.wordpress.com/2008/04/30/amor-sexo-e-genero/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 22:52:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>scliar</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Fechando a minha trilogia  sobre preconceitos nas relações – já abordei diferença de idade e relações intra-familiares – hoje vou falar sobre a questão de gênero, que também perpassa o conto As Avós. Nele, existe uma relação não explicitada de lesbianismo entre Lil e Roz , se não real, pelo menos percebida assim pelos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/05/777px-gay_flagsvg.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-182" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/05/777px-gay_flagsvg.png?w=205&h=126" alt="" width="205" height="126" /></a><span style="color:#000000;">Fechando a minha trilogia  sobre preconceitos nas relações – já abordei diferença de idade e relações intra-familiares – hoje vou falar sobre a questão de gênero, que também perpassa o conto As Avós. Nele, existe uma relação não explicitada de lesbianismo entre Lil e Roz , se não real, pelo menos percebida assim pelos outros. Até que ponto esta relação se projeta na transferência que permeia a atração de cada uma pelo filho da outra é algo que permanece em aberto. O assunto não parece tão polêmico, hoje, quanto o do incesto (que, aliás, voltou ao noticiário com o caso tenebroso de Josef Fritzl, o austríaco que manteve sua filha aprisionada durante 24 anos, e com quem teve 7 filhos – 6 sobreviveram). Ou estou enganada?</span></p>
<h2><a href="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/05/girl-in-gay-bar.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-183" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/05/girl-in-gay-bar.jpg?w=300&h=228" alt="" width="300" height="228" /></a><span style="color:#003300;">Ações afirmativas pelo avesso</span></h2>
<p><span style="color:#000000;">Audrey Vachon</span><span style="color:#000000;">, uma canadense, abriu processo contra o bar Le Stud, um bar gay em Montreal. O motivo: o garçom recusou-se a atende-la, porque era mulher. E o dono, frente ao escândalo que se instaurou, reforçou: “os clientes exigem um ambiente exclusivo para homens.” Ou seja: a exclusão que garante o respeito aos homossexuais. Como sempre, o direito de um é a negação do direito de outro. Garantir o direito dos homossexuais de terem um espaço só seu significa excluir as mulheres. E vice-versa. Quem decide qual direito prevalece sobre qual? Para saber mais sobre este caso,<a title="Bar Gay" href="http://www.cbc.ca/canada/montreal/story/2007/05/30/qc-lestud.html?ref=rss" target="_blank"> leia aqui. </a></span></p>
<p>(a charge foi tirada do site: http://www.slapupsidethehead.com/2007/06/)</p>
<h2><a href="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/05/ronaldo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-184" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/05/ronaldo.jpg?w=174&h=179" alt="" width="174" height="179" /></a><span style="color:#003300;">Escândalo à brasileira</span></h2>
<p><span style="color:#000000;">Mas deixamos os escândalos politicamente corretos do primeiro mundo e vamos ficar com a questão de gênero que pipoca no Brasil mesmo. Pois as últimas manchetes dão conta da tentativa de extorsão de Ronaldo, conforme seu próprio relato, por parte de um travesti. O outro lado da moeda diz que Ronaldo se recusou a pagar pelo programa. Seja como for, pipocam na imprensa a questão de porque o jogador, famoso, rico, teria procurado por travestis para, conforme suas palavras “extravasar” sua tristeza. Diz ele que se “enganou”, achou que era uma prostituta mulher, que chamou mais duas amigas – todas travestis. Ronaldinho então, ao descobrir tudo, ora bolas, desfez o programa porque&#8230; ora, porque, onde já se viu, homem com homem é coisa de lobisomem!  E jogador de futebol é muito acho sim senhor. Resumo da ópera:a Nike, patrocinadora de Ronaldo, aguarda os desdobramentos e repercussão para decidir se rompe ou não o contrato. Coisa assim dos seus R$ 167 milhões (não, não errei na digitação, é isso mesmo: R$ 167 milhões). Enquanto o escândalo não pesa no bolso, fez a primeira baixa no coração do jogador: sua namorada rompeu o romance. Alguém se importa? O caso de Ronaldo <a title="Ronaldinho e os travestis" href="http://www.estadao.com.br/esportes/not_esp164313,0.htm" target="_blank">está aqui.</a></span></p>
<h2><span style="color:#003300;">Fatos reveladores</span></h2>
<p><span style="color:#000000;">Assim como nas Avós, estes episódios só fazem vir a tona os muitos preconceitos que ainda existem em relação à identidade sexual. E o fato de se instituírem tantas ações afirmativas (a Parada Gay é a apenas o exemplo mais aparente) só reforça o quanto a sociedade ainda olha, com desconfiança, tais relações. Da mesma forma que no caso do incesto, o componente sexo com fins de procriação  também está subjacente – tanto é que as avós (e só são avós por isso) querem que os respectivos filhos casem e, por sua vez, tenham filhos. Coisa impossível no caso da homossexualidade, se excluirmos a adoção – e aqui, volta-se ao tema o quanto um filho adotivo cria o laço parental ou não. Woody Allen que responda.<br />
</span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/clubedolivro.wordpress.com/181/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/clubedolivro.wordpress.com/181/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubedolivro.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubedolivro.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubedolivro.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubedolivro.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubedolivro.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubedolivro.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubedolivro.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubedolivro.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubedolivro.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubedolivro.wordpress.com/181/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubedolivro.wordpress.com&blog=2460676&post=181&subd=clubedolivro&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Excludentes e Excluidos II</title>
		<link>http://clubedolivro.wordpress.com/2008/04/27/excludentes-e-excluidos-ii/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 04:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lys</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Continuando o que comecei no meu post passado, hoje darei continuidade a Trilogia dos Excludentes e Excluidos que conta com os posts: Amizade (que ja foi publicado aqui), Cumplicidade e Incesto. Hoje vou publicar a segunda parte.
Cumplicidade:
Uma coisa que concordo mas ao mesmo tempo discordo dos comentarios que li eh a sugestao de que as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Continuando o que comecei <a href="http://clubedolivro.wordpress.com/2008/04/20/excludentes-e-excluidos-iexcludentes-e-excluidos-i/">no meu post passado</a>, hoje darei continuidade a <strong><span style="color:#ff0000;">Trilogia dos Excludentes e Excluidos</span></strong> que conta com os posts: Amizade (<a href="http://http://clubedolivro.wordpress.com/2008/04/17/excludentes-e-excluidos-iexcludentes-e-excluidos-i/" target="_blank">que ja foi publicado aqui</a>), Cumplicidade e Incesto. Hoje vou publicar a segunda parte.</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>Cumplicidade:</strong></span></p>
<p>Uma coisa que concordo mas ao mesmo tempo discordo dos comentarios que li eh a sugestao de que as avos tenham criado um grupo fechado aonde ninguem entra e ninguem sai. Como assim concordo discordando ? Pois bem, concordo que no final existia um grupo fechado entre os quatro (avos e filhos), mas acredito que isso tenha acontecido apenas por forcas das circunstancias. Afinal, os que nao se encaixam se excluem nao eh mesmo ?</p>
<p>* Segundo o ponto de vista deles: Eles eram cumplices de uma situacao que se desenrolou de forma natural que aos olhos da sociedade seria visto como um crime. Essa mistura de culpa e remorso os faziam fechar e omitir com todas as forcas o seu grande segredo. Eram os quatro cumplices de um crime que nao podia ser divulgado. Olhares atentos e preocupacoes constantes sobre a exposicao de um sentimento. Qualquer caricia ou carinho deveria ser policiado a cada momento. Se as pessoas descobrissem seria uma vergonha. Uma vergonha nao porque duas mulheres maduras e bonitas e independentes estavam tendo relacoes sexuais com adolescentes, nao por causa disso, mas sim porque esses adolescentes poderiam ser considerados seus proprios filhos. Essa propria dor que as atormentavam era a mesma fortaleza que as protegiam pois jamais ninguem suspeitou que algo do tipo poderia estar acontecendo, afinal, eram todos uma grande familia. Ser considerada lesbica nesse aspecto, mesmo que de forma equivocada, era mais confortante para as avos do que expor a vergonha de estarem apaixonadas por seus proprios filhos. Pois ser lebica as excluiriam sim, mas nao as colocariam na fogueira dos infernos como a familia <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lucr%C3%A9cia_B%C3%B3rgia" target="_blank">Borgia</a> do seculo atual <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> .</p>
<p>Na atmosfera, uma mistura de amor, ternura, cumplicidade e acima de tudo medo que aos olhos de outros poderia ser interpretado de algumas maneiras:</p>
<p>a. Segundo o ponto de vista de Hannah: Eles sao apenas uma bela familia e com a cumplicidade natural de uma familia. Eh natural que exista esse carinho e cumplicidade entre os rapazes e as maes, ja que foram criados juntos desde que nasceram. Elas sao as maes deles !</p>
<p>b. Segundo o ponto de vista de Sam: Elas sao lesbicas e criam os meninos como se fossem seus proprios filhos. Era necessario uma presenca masculina na casa para apoiar os meninos para que eles crescessem saudaveis.</p>
<p>c. Segundo o ponto de vista de Mary: Eles possuem entre eles algo mais do que cumplicidade natural. Eh inconfortante saber que existe alguem que conhece seu companheiro mais do que voce em todos os aspectos<br />
possiveis. Entao ai surge a duvida, a inseguranca e a curiosidade que levou ao descobrimento dos fatos.</p>
<p>Agora temos os excluidos por um lado e &#8220;os quatro&#8221; excludentes de outro. Por outro lado, &#8220;os quatro&#8221; excludentes continuam sendo excluido se considerarmos os padroes de sociedade vigente. E por esse mesmo lado os que antes eram excluidos fazem parte da sociedade excludente tambem. E de excluidos eles passar a ser excludentes <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/clubedolivro.wordpress.com/164/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/clubedolivro.wordpress.com/164/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubedolivro.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubedolivro.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubedolivro.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubedolivro.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubedolivro.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubedolivro.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubedolivro.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubedolivro.wordpress.com/164/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubedolivro.wordpress.com/164/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubedolivro.wordpress.com/164/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubedolivro.wordpress.com&blog=2460676&post=164&subd=clubedolivro&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Incesto eu também</title>
		<link>http://clubedolivro.wordpress.com/2008/04/24/incesto-eu-tambem/</link>
		<comments>http://clubedolivro.wordpress.com/2008/04/24/incesto-eu-tambem/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 13:20:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciça</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[As Avos]]></category>

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		<description><![CDATA[Égua de ti Scilar&#8230; por meu livro nao ter chegado eu vinha justamente tocar no assunto insesto. Ai tu me jogas um post desse onde só me resta lavrar e sacramentar o tema??? Égua de ti!!! Mas como sou enjoada, vou meter meu bedelho do mesmo jeito!!!
Na minha opinião, o incesto existe, ou ele acontece, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Égua de ti Scilar&#8230; por meu livro nao ter chegado eu vinha justamente tocar no assunto insesto. Ai tu me jogas um post desse onde só me resta lavrar e sacramentar o tema??? Égua de ti!!! Mas como sou enjoada, vou meter meu bedelho do mesmo jeito!!!</p>
<p>Na minha opinião, o incesto existe, ou ele acontece, quando a estrutura familiar se rompe. A natureza, a Igreja (qualquer uma), o universo &#8220;criaram&#8221; a instituição família: pai, mãe, filhos, tios&#8230; todos vivendo em um cla, alegre e felizes. A vida moderna afastou os parentes para outras terras&#8230; essa mesma modernidade trouxe o divórcio. E eu me atrevo ainda a dizer (mas mau marido não leia) que a natureza impulsionou o homem a constituir novas famílias. Os laços familiares foram assim se quebrando.</p>
<p>Sangue conta&#8230; mas o peso maior de nossos sentimentos são baseados naquilo que vivemos junto dos outros. John e Jenny, Wood e Soon-Yin nao viveram uma relação de pai e filho. Todos foram separados na infancia e se encontraram anos depois. O sentimento que tem um pelo outro depois de tanto tempo poderia ser tudo, inclusive o amor incestuoso.</p>
<p>Dessa forma chego a conclusão que a RELACAO de maternidade/paternidade é construída, ano após ano, mas o sentimento maternal/paternal&#8230; e amor entre pais e filhos, esse sim é instintivo!</p>
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		<title>Edipo hoje</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 16:10:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>scliar</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<category><![CDATA[édipo]]></category>

		<category><![CDATA[incesto]]></category>

		<category><![CDATA[woody allen]]></category>

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		<description><![CDATA[Gostei da idéia da trilogia, que a Lys vai fazer. Bem, a minha trilogia aborda três formas de preconceito que perpassam o conto: questão de idade (falei no meu ultimo post sobre isto); questão de gênero e questão de incesto. Hoje, vou falar sobre o incesto.

“I have everything, she decided. But then, a voice from [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Gostei da idéia da trilogia, que a Lys vai fazer. Bem, a minha trilogia aborda três formas de preconceito que perpassam o conto: questão de idade (falei no meu ultimo post sobre isto); questão de gênero e questão de incesto. Hoje, vou falar sobre o incesto.<br />
<em><br />
“I have everything, she decided. But then, a voice from her depths – I have nothing.&#8221; </em></p>
<p><em>Doris Lessing, As avós.</em></p>
<p>O incesto é um tabu fortemente estabelecido em nossa cultura. Aparentemente, acreditamos que é um tabu “natural”, ou seja, que todas as culturas através dos tempos, apresentam este mesmo tabu. A explicação “cientifica” para tanto é que a preservação da espécie  fala mais alto – e relações entre parentes consangüíneos  apresentam maior possibilidade de gerarem filhos com problemas genéticos.</p>
<h2><a href="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/04/juno.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-175" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/04/juno.jpg?w=300&h=224" alt="" width="300" height="224" /></a><span style="color:#003300;">Vários graus de incesto</span></h2>
<p>No entanto, existem uma larga variedade de relações sob a denominação “incesto”. Pais com filhas. Irmãos com irmãs. Tios com sobrinhas. Primos com primas – e vice versa, ou do mesmo gênero.  Os dois últimos casos (sobrinhos, primos), por apresentarem um distanciamento genético maior suscitam também maior discussão, dentro da regra acima falada (geração de filhos saudáveis).  É interessante destacar que tal postura reafirma que as relações de amor e sexo devem ter um só objetivo: a procriação. Aliás, esta fato também é reforçado no conto, quando as duas amigas conversam sobre o futuro de seus filhos – precisam se casar, ter seus próprios filhos, enfim, devem se “enquadrar” no modelo familiar tradicional. A noção de família com o objetivo de procriação vem sendo profundamente questionada desde o advento da pílula anticoncepcional – e hoje o debate ganha força renovada com a<a title="juno" href="http://www.sindromedeestocolmo.com/archives/2008/04/juno_prolife_goes_to_sundance_festival.html" target="_blank"> </a>questão do aborto e dos movimentos pró-vida. <strong><a title="Juno" href="http://www.sindromedeestocolmo.com/archives/2008/04/juno_prolife_goes_to_sundance_festival.html" target="_blank">Denise discute este assunto em seu blog, ao comentar o filme Juno.</a></strong><span style="color:#000080;"> </span></p>
<h2><span style="color:#003300;">Estranhamento</span></h2>
<p>O incesto ganhou status suficiente para ser analisado e discutido em nossa sociedade a partir de Freud, que disseminou o conceito do Complexo de Édipo. Édipo, cheio de culpa, que assassina o pai, que se casa com a própria mãe, que arranca seus olhos… Existe uma análise, de Foucault, sobre o mito do Édipo, em que ele mostra como, dentro da peça teatral de Sófocles, Édipo Rei,  se percebe a construção das várias formas de culpa/castigo e justiça que o ser humano desenvolveu através dos tempos. Bom, mas isto já é outro tema. Voltemos ao incesto. No livro, este incesto transparece pela relação não consangüínea, mas sim, desenvolvida durante o crescimento dos dois meninos. Algo similar com a adoção que, hoje, também é tão debatida. O sentimento de maternidade / paternidade é instintivo ou construído? Os defensores da adoção e das novas estruturas familiares defendem que ele é construído. A cultura popular defende o contrario – daí a quantidade de “madrastas do mal” que povoam as histórias e contos infantis. Que tal examinar dois exemplos nos dias de hoje para conferir como as pessoas reagem quando as histórias saem da ficção para a realidade?</p>
<h2><span style="color:#003300;">Incesto consangüíneo: o caso de John e Jenny.</span></h2>
<p>É claro que os casos de incestos raramente vêm a público, mas psicólogos acreditam que são mais comuns do que usualmente se pensa. Um dos que geraram controvérsia foi o do casal australiano, John,61, e Jenny Deaves, 39. Eles se reencontraram após trinta anos e se envolveram sexual e afetivamente. Tiveram dois filhos. O primeiro, morreu com 4 dias. O Segundo bebe, que tem 9 meses, vai bem, obrigada. O pai alega que a morte do primeiro bebê não tem nada a ver com o fato de serem parentes. Afinal, diz ele, morrem centenas de bebes todos os anos com o mesmo problema, e ninguém alega que a culpa é dos pais.. Continua ele: -A sociedade se incomoda com este fato. Nós não! Estamos felizes, não fazemos mal a ninguém.<br />
Mesmo assim, o justiça interveio no caso, e sentenciou o casal a três anos de prisão. Atualmente, eles são monitorados e proibidos de manterem relações sexuais (o que no Brasil se chama casamento com separação de corpos). Agora, uma perguntinha: proibido de terem relações sexuais? Por que? Para saber mais sobre o caso, ele está<strong> <span style="color:#000080;">na <a title="John e Jenny" href="http://www.news.com.au/story/0,23599,23535429-2,00.html" target="_blank">mídia</a></span><a title="woody" href="http://www.news.com.au/story/0,23599,23535429-2,00.html" target="_blank"><span style="color:#000080;">.</span></a></strong></p>
<h2><a href="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/04/soonyilr3.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-173" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/04/soonyilr3.jpg?w=240&h=300" alt="" width="240" height="300" /></a><span style="color:#003300;">Incesto não parental: o caso Woody Allen</span></h2>
<p>Em 1992, Mia Farrow, então esposa de Woody Allen, descobriu que ele a filha adotiva do casal, Soon-Yi, estavam tendo um caso. A repercussão foi enorme, incluindo a questão do incesto e da diferença de idade (Allen é 35 anos mais velho que Soon-Yi). O casal se separou e Woody Allen finalmente se casou com a filha adotiva em 1997. Adotaram duas crianças. Durante todo o processo, Mia alegou que Woody Allen havia molestado as crianças, proibiu a visitação aos outros filhos do casal e colocou lenha na fogueira. O cineasta foi praticamente execrado nos EUA e colocado – não vou dizer na geladeira! – foi no freezer mesmo. A relação já dura 16 anos e Allen conseguiu cativar novamente o público Americano.</p>
<p>São muitas as perguntas em torno destes assuntos. Uma, que me intriga, é a interferência do estado nos assuntos familiares. As vezes, parece nítido e claro que esta interferência deve existir – a obrigatoriedade da vacinação está aí para comprovar isto. Outras, nem tanto. Como delimitar o campo de atuação? Quais os critérios que devem ser utilizados? O que deve ser considerado aceitável – e por que? Afinal, os escravocratas tinham fortes argumentos para considerar “normal” a exploração dos negros! Hoje, sabemos que era uma questão econômica. E no caso do incesto, consangüíneo ou não? Como delimitar a aceitação? No livro, parece fácil aceitar. Na vida dos outros, também - afinal, quem deve se meter onde não é chamado? Mas&#8230; Mães e pais de plantão: como vocês reagiriam com seus próprios filhos casando com seus parceiros? Ou seus filhos casando entre si? Ethel Scliar</p>
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