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Essa foi a pergunta inicial que fiz ao lançar os livros a serem votados… e, eu mesma, tive que parar e pensar sobre ela durante esse mês!! Confesso, sou super medrosa!! Tenho medo de escuro, tenho medo de ficar sozinha em casa quando falta luz, tenho medo de andar sozinha à noite e muitos outros medos!! Então por que gosto tanto de livros de terror?? Por que curto me assustar?? Vamos às conclusões:
Nosso mundo anda muito aterrorizante, sentir medo é algo mais do que normal e, muitas vezes, saudável!! O medo nos impede de sair por aí fazendo coisas que poderiam nos machucar e, atualmente, isso inclui andar sozinha numa rua deserta, dormir com a porta de casa aberta entre muitas outras coisas. O medo está presente na nossa rotina… vai me dizer que você não sente medo quando vê alguém bem ao seu lado sendo assaltado?? Ou quando seu carro pifa à noite e você está sozinho?? Enfim, se fosse falar de todos os medos daria um livro e não um post!! rs
Minha conclusão maior é: ao ler um livro de terror o medo que sinto é algo controlado, algo que não irá me machucar e que, em casos extremos, eu posso simplesmente fechar o livro e ir ler outra coisa!! Assim como andar de montanha-russa, outra coisa que adoro!! Dá aquele medo, aquela sensação de frio na barriga, mas você sabe que é algo relativamente seguro, que tem hora pra começar e acabar!! Não podemos esquecer o lado sexy do terror, muito comentado esse mês por mim, pela Lys e pela Scliar!! É preciso lembrar também que os sustos liberam adrenalina, um hormônio que aumenta nossa frequência cardíaca e nos coloca em estado de alerta (leia mais aqui).
Então, que tal se recostar, diminuir as luzes e curtir aquele livro aterrorizante que você tanto evita?!?!
Mil beijos, Dani
Não sei vocês mas eu, às vezes, tenho vontade de deitar e dormir por séculos!!! Deixar o tempo passar, as pessoas mudarem, os problemas desaparecerem… tudo enquanto eu tô lá, linda, dormindo!!! O Servo não fala muito sobre isso, fala apenas de memórias apagadas, não preservadas, mas tem outro personagem da autora que fez isso… Lestat. Pra quem viu os filmes, ou leu os livros, ele dorme por séculos depois de entrevista com o vampiro, até rainha dos condenados, quando acorda na nossa época!! E ele acorda do mesmo jeito que foi dormir, sem uma ruga a mais!!!
Já pensou na beleza disso?!?! Tudo bem, sei que é escapismo, cansaço acumulado, a sinusite falando mais alto!!! Mas esses dias foi só nisso que pensei!!
E acho que, por um lado, eu meio que dormi mesmo!!! Afinal, fiquei mais de 1 semana longe do Clube (feito inédito pra mim!!), quase não usei a net e nem estudei muita coisa!!! Agora que tô melhorando vem aquela pressa de ver tudo, fazer tudo e correr atrás do tempo perdido!! Talvez esse seja o problema de dormir demais…
Beijos e bom final de semana a todos!!!
Não consigo pensar em nada mais aterrorizante do que passar a vida inteira sozinha, sem amigos, sem família, sem amor!!! Imagine então se essa vida for eterna?!?! (Tudo bem, concordo com a Ethel lá no post dela quando diz que o cara pede pra ficar vivo e fica choramingando depois!!) Mas vamos falar da “vida” do Servo…
Imagine ver todos que você conhece morrerem, um por um, imagine não ter mais um amigo, um amor, imagine saber que se você se apaixonar irá ver aquela pessoa morrer enquanto você continua ali, quase vivo!!!
Quando eu lia os livros da Anne e me apaixonava por seus personagens imortais (vide esse post) eu sempre sonhava em virar a amada imortal de algum dos vampirões!! Nunca em simplesmente ganhar a vida eterna!!
Lembro quando li À Espera de um Milagre (livro do Stephen King que virou um filme lindo com o Tom Hanks!!)… fiquei com pena do personagem por ter ganhado uma vida mais longa e ter ficado sozinho nesses anos extras!!
E vocês, o que preferem… a companhia de alguém querido com a mortalidade ou a solidão eterna?!?!
Mil beijos e bom sábado!!
Descobri Anne Rice passeando por uma livraria há cerca de uns 10 anos!! Vi A Hora das Bruxas (na parte do sebo da livraria) por R$30,00 os dois volumes e comprei pra ver do que se tratava. Desde então já li quase todos os livros dela!!
Os personagens da Anne Rice são apaixonantes, envolventes e sensuais!! Me apaixonei pelo Lasher, o espírito que acompanha as mulheres bruxas da família Mayfair. Os primeiros livros são sobre a relação dele com a bruxa e médica Rowan e tem várias cenas calientes!!! Após a Hora das Bruxas li a sequência Lasher e Taltos, ainda apaixonada por esses seres tão diferentes de nós!!
Depois disso fui pesquisar mais sobre a autora e descobri os livros das Crônicas vampirescas. São 10 livros tendo o vampiro Lestat como personagem principal. A
maioria das pessoas conhece o primeiro: Entrevista com o vampiro (virou filme com Tom Cruise e Brad Pitt). Não sei nem como descrever o Lestat… ele é lindo, sexy, sensual, inteligente, gentil, culto e solitário… mas também é vingativo, violento, autocentrado, egoista!! Mas a sensualidade dele é algo que chama atenção!! Tem uma cena em um dos livros das crônicas que ele seduz uma mulher e a toca e enlouquece de uma forma que nenhum livro ou filme erótico poderiam descrever!!! Na época falava tanto do Lestat que acabei levando duas amigas a lerem os livros junto
comigo e a se apaixonarem por ele também!! Conversávamos sobre as novas aventuras de Lestat como se fosse um amigo ou um amante, alguém conhecido e amado por nós!! Me emocionei quando ele descreveu sua solidão secular, quando ele se dá conta de que todos os pupilos que crious pra serem amantes e amigos eternos o renegaram!! Também me emocionei quando ele resolveu se misturar à humanidade, virando um astro do rock!! Nesse livro ele conhece a Rainha dos Condenados, Akasha e é algo mais do que sexy a relação dos dois!! (basta ver a imagem do filme aí ao lado…)
Depois de séculos de vida ele começou a questionar Deus, seu plano e sua própria existência!! Em Memnoch (que era originalmente o livro da autora que eu ia indicar aqui no Clube)) ele vai ao céu e ao inferno, discute com o diabo e diz que Jesus Cristo era uma fraude!! O livro é super interessante, cheio de discussões filosóficas sobre vários pontos cruciais na religião!! Durante os livros conhecemos vários outros vampiros, amigos e inimigos do nosso herói!! Conhecemos suas paixões, suas fraquezas (só mentais, porque físicas são muito poucas!!)… enfim, eu me apaixonei por ele!! E confesso que sonhei com esse vampiro tudo de bom muitas vezes!! (que o Cello não me leia!!) Se um dia tivesse que ser vampirizada e pudesse escolher meu “criador”, sem dúvida seria o Lestat!!!
Depois de ler e reler toda a série vampiresca acabei lendo também os outros livros da autora… e gostei deles quase com a mesma intensidade!!! Por isso fiquei muito feliz quando o grupo escolheu a Anne Rice como autora do mês!! Espero que todos estejam se divertindo e, quem sabe, se empolguem e leiam também os outros livros dela!! rs
Mil beijos a todos!!
PS: pra quem quiser saber mais sobre a autora… leiam o site oficial dela (em inglês) ou o artigo sobre ela na wikipédia.
O título é a letra de uma música da Anna Carolina que ouvi esses dias… e me fez lembrar do Chalaça!!! Não sei se nossa corrupção vem toda de Portugal ou se os índios também já tinham um pouco do nosso grande mal!!!
Hoje é sábado, não é um bom dia pra discutir política!! Nem eu estou no clima…
Mas fica aqui registrado um vídeo com a Anna Carolina declamando um lindo poema (se não me engano é da Elisa Lucinda) que sempre me trás lágrimas aos olhos e uma certa dor no coração… será que um dia a corrupção acaba?!!?
Mil beijos e bom sábado!!
Chegou a minha vez de indicar os livros!!! E como adoro livros de terror, de vampiros, fantasmas e coisas do gênero… vamos ao terror!! Quem tem medo de escuro?? Quem tem coração fraco?? Quem tem medo de sentir medo?? Preparem-se!! rs (ouçam aquela risada maquiavélica de fundo…)
Na verdade os livros escolhidos mesclam terror e fantástico. Os dois primeiros são de terror e os dois últimos falam de espíritos, anjos e demônios.
E o Oscar vai para… ops, tô me metidando demais!! Os meus indicados são:
Jack Torrance é um escritor que está tentando se curar do alcoolismo que o fez quebrar o braço de seu filho Danny quando este tinha apenas três anos de idade, e agredir um aluno na escola New England, custando o seu emprego de professor. Ele aceita o trabalho de zelador de inverno no isolado e imenso resort hotel Overlook, cujo passado é fantasmagórico.
O hotel carrega forças sobrenaturais malignas do passado. Danny, que tem premonições do perigo do hotel para a sua família, começa a ver fantasmas e visões assustadoras do passado do hotel. Tendo dificuldades em possuir Danny, o hotel começa a possuir Jack.
Esse é o melhor livro do autor, na minha opinião!!!!
obs: resenha editada a partir da wikipédia (lá eles contam o final do livro!!)
A Estrada da Noite, Joe Hill (filho do Stephen King)
Uma lenda do rock pesado, o cinqüentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta.
“Vou ´vender´ o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto…”
Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas - o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um.
Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora.
O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente - verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude.
Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A estrada da noite - e nada é exatamente o que parece.
Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos e verossímeis, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estréia, já é considerado um novo mestre do suspense e do terror.
Seu herói é um judeu chamado Azriel, o fantasma, servo dos ossos. Azriel é um viajante imortal, poderoso, inteligente e tão sedutor que conquistou o coração da própria escritora.
Azriel se rebela ao ser transformado em imortal por feiticeiros com objetivos maléficos. Ele vaga pelos séculos sem nunca estar nefesh — ou seja, com o corpo e a alma juntos. Azriel nos revela sua impressionante história desde a juventude na Babilônia, passando pela Europa da Idade Média até chegar a Manhattan dos anos 90, onde volta a encontrar seu destino.
O personagem irá confrontar-se com um ambicioso e carismático multibilionário, o televangelista e terrorista Gregory Belkin — uma versão atualizada dos seus demoníacos inimigos. Ele terá que usar todos os seus poderes para conter uma conspiração que coloca o mundo em risco.
O Senhor da Chuva, André Vianco (não podia faltar um autor nacional né?!!?)
Neste romance fantástico, um anjo transforma-se em humano para evitar sua destruição, rompendo um código de honra e iniciando uma batalha entre anjos e demônios. A pacata cidade de Belo Verde torna-se o palco desta guerra que pode mudar o destino da Terra.
Bom, é isso, espero que gostem!! A votação está aberta!!
Mas lembrem-se: o Chalaça ainda continua por mais 2 semanas!!
Mil beijos, Dani
Lembra aquela imagem famosa do malandro carioca, apreciador da boa vida, do dinheiro fácil e da fartura de mulheres??? Pois é, eu que sempre achei que esse malandro era criação nossa, brasileira, que era a caricatura do carioca eXperto (nada contra os cariocas, por favor!!!) me surpreendi com o livro!!!
O malandro é portugês!!! Ou melhor, é o Chalaça!!! Ele adora uma vida fácil, vive às custas dos outros, detesta trabalhar, adora a noite, os bares, os jogos, as bebidas e as mulheres!!! Só falta o paletó branco e o chapéu de palha!! Pelo menos é como o autor pinta o retratado no livro que é o diário perdido do Chalaça!!
Daí que fui eu procurar fatos históricos pra saber se o cara realmente era malandro ou se é tudo licença poético do Torero. Achei esse artigo na wikipedia que confirmou, em parte, minhas conclusões.
Diz o artigo sobre ele: “era o alcoviteiro, o oportunista, o intermediário de negócios escusos, o financista, o conselheiro do imperador, a alma danada que contribuiu para a preservação no poder do Partido Português e para a neutralização de homens públicos”
Além de tudo o homem tinha uma sorte que eu nunca vi!!! Filho bastardo teve um pai “decente” que o educou, depois preso por tropas francesas conseguiu fugir, perdeu e ganhou novamente a amizade de D. Pedro e acabou rico!!
E então, é ou não é o pai de todos os malandros cariocas e brasileiros?!!?
Ah, segundo o artigo suas últimas palavras foram:
“Padre José, eu amei demais as mulheres e o dinheiro…”
Mil beijos, Dani
Voltando ao tema proposto pela Lu… o que é um livro bem escrito pra você?!?!
Concordo que ler um livro bem escrito é um prazer indescritível!! Se ambientar na história, se sentir amiga(o) dos personagens, ter aquela sensação de curiosidade e de tristeza com o final do livro… tudo isso é bom demais!!! Mas volto a pergunta: o que é um livro bom pra você?!?! Será que um livro que eu adoro vai ser bom pra Lys ou pro Lino, pra Lu, pra Ciça, pro Álvaro, pra Scliar?!?! (por isso também o Clube é tão bom!!)
Confesso que tenho um certo preconceito com os livros “intelectuais”, ganhadores de prêmio Nobel e afins. Sou leitora assumida de romances, adoro aqueles água com açúcar!! Meu paidrasto fica me zoando que minha leitura melhorou muito depois de entrar aqui no Clube!!! Mas a verdade é que eu gosto de ler um livro fácil, relaxante!! Tudo bem, admito, ADOREI As avós!!! E olha que eu tava meio receosa de detestar!! Assim como, desde o começo, temo a vez da Lys escolher a Simone!!! rs
Enfim, o que quero dizer é: um livro bem escrito também depende de quem está lendo. Neve, por exemplo, que foi uma das opções da Lu, eu comecei a ler e desisti porque detestei!! Mas penso que com livro é assim, não importa se ele é Nobel ou não, alguns vão nos conquistar e outros nem tanto!!!
E você. o que considera um livro bem escrito?!!?
Mil beijos, Dani
Uma coisa que não entendi no livro foi o término da relaçao entre as avós e os filhos!! A Roz e o Ian não tinham porque terminar… eles se amavam e os dois sofreram com o término!!! O término do Tom e da Lil eu até entendo, porque o Tom queria casar e ter filhos.
Fico me perguntando se isso era só medo do preconceito ou se era um preconceito delas também!! Não lembro qual das duas fala em um momento do livro que não poderiam fazer isso com os meninos pois eles mereciam casar e ter filhos!!! Pô, os meninos já eram dois homens, será que eles não poderiam decidir isso!?!? E porque as duas mulheres decidem juntas terminar?!!? Elas simplesmente informam o término, não acho isso justo!!
Pra mim elas se acovardaram com medo do preconceito que iriam sofrer!! Sem contar no próprio preconceito de assumir pra cidade que estavam com os filhos uma da outra!! Tudo bem, sei que deve entrar uma certa culpa por essa relação ser meio incestuosa e tudo… mas se existe amor porque não lutar por ele!?!?
O que acham?!!?
Beijos, Dani
Uma coisa que achei linda no livro foi a amizade das avós. O jeito delas de saber o que a outra pensava ou sentia, a forma de se comunicar, mesmo em silêncio. Como disse no outro post me apaixonei por elas e só depois de baixar o livro e parar pra pensar sobre ele comecei a ver coisas que me incomodaram…
Uma delas foi a separação da Roz porque o marido se sentia excluído. Eu já presenciei uma amizade assim, que não precisa de mais ninguém e onde duas amigas se bastam… pode até ser algo lindo e gostoso de vivenciar mas é cruel com aqueles que amam as amigas e são mantidos sempre do lado de fora!! A amizade que não tem espaço pra liberdade é como aquele amor bandido que isola e separa os amantes de todas as outras pessoas amadas.
O ser humano precisa de amor mas o amor verdadeiro não isola, não poda nem impede mais amor. O amor verdadeiro atrai ainda mais amor e cria cada vez mais vínculos e mais laços!! Então fico pensando… será que a Roz e a Lil se amavam mesmo ou era só uma sensação de posse que impedia que elas amassem outras pessoas?!?! O que vocês acham??
Beijos, Dani
Assim como a garçonete do Baxter´s eu também me apaixonei pela família… pelo Tom, pelo Ian, pela Roz e pela Lil!!! Me apaixonei pela intimidade, pela proximidade e pelo amor deles!!! Dá pra imaginar uma família assim tão linda?!?!
Na verdade não dá!! É por isso que eles não são tão lindos assim… por isso tem o quase incesto, tem a amizade excludente, tem duas mulheres sozinhas, muito sozinhas e corações partidos!!!
Mas tenho que confessar que só depois de mais de 24hs de largar o livro consegui ver os defeitos da família porque eu tinha me apaixonado!!!!
Senta que as próximas discussões prometem!!!
Mil beijos, Dani
Fiquei pensando e pensando sobre o que escrever nesse post… não aguento mais tanta violência no mundo, nas ruas, no trânsito, no trabalho e em todos os lugares!! Não sei a solução pra toda essa violência, não chego nem a me atrever a tentar!! Mas acredito que a violência vive dentro de nós, faz parte de cada um!! E nem venha me dizer que você é a pessoa mais pacífica do mundo… em algum momento sua violência aparece, mesmo que seja bem canalizada!! Eu mesma quando dirijo sou quase possuída por um monstro violento… xingo, ultrapasso, tenho vontade de matar vários!!! Por isso mesmo me policio muito, ligo o som com alguma música que goste e tento relaxar… mas é a minha face violenta querendo tomar conta!!
O que fazer então se somos todos violentos?!!? Como poderemos diminuir ou acabar com a violência se ela faz parte de nós?!!? Sinceramente eu não sei.. mas acho que depende de cada um de nós (claro, além de muitos outros fatores!!) aprender a canalizar nossa violência, a usá-la pra outras coisas que não a destruição.

Enfim, acho que não dá mais pra ficar só culpando o governo e esperando algo acontecer… já passou da hora de cada um fazer a sua parte e ajudar o outro a fazer a dele!! Só assim talvez tenhamos a chance de conseguir a tão sonhada PAZ!!!

Como já disse a Lys tá difícil escrever sobre o tema depois da coletiva… por isso vou falar sobre o livro em si!!
Nunca gostei muito de ler biografias ou diários (li o de Anne Frank na adolescência e o de CristianeF., livros quase obrigatórios!!). E, pra falar a verdade, gostei mais dos dois livros diários citados do que do Desonrada! Não que o livro de Mukthar Mai não seja válido… é sim!! Mas porque ele é pobre, a escrita dele. Parece realmente um diário de adolescente!! Aí parei pra pensar… na nossa cultura Mukthar seria mesmo uma quase adolescente!! Imaginem… ela tem 40 anos (nem sei ao certo…) mas só fez tudo que foi mandada, não sabe ler, não teve experiências de vida e de escolhas, não conhece nada do mundo… ela é praticamente uma criança!!!
Fiquei imaginando o que seria de mim sem todas as experiências que tive pois tinha liberdade para tê-las!! Eu hoje não estaria casada com alguém que amo, não teria tido experiências de outros relacionamentos que me ensinaram tanto sobre isso… não saberia falar inglês, não teria amigos “virtuais”, não seria médica!!!
Já imaginou viver apenas o que determinam pra você?!?!? Sem o direito de errar, de quebrar a cara, de dar certo, de sofrer por amor, de ser feliz?!!?
Eu não!!! Prefiro cair com minhas pernas do que caminhar no colo dos outros!!!
Justiça em três diferentes instâncias: a tribal, a religiosa e a oficial… daria pra pensar que um país assim seria um lugar justo certo!?!? ERRADO!!! Todas as esferas da justiça favorecem apenas os mais fortes!!
Me chocou saber que as tribos podem decidir o castigo a ser aplicado a um mebro da própria tribo ou, pior, de uma tribo dita inferior. A jirga é o tribunal tribal composto, “obviamente”, só por homens. Idealmente deveria ser composta pelos mais velhos e mais sábios da tribo mas, no caso de Mukthar a jirga consistia de brutamontes, sedentos de vingança e violência!! Foram eles que decidiram a punição de Mai. Mas e as outras “justiças”?!?! A religiosa, pelo visto, também se submete à jirga… no livro Mai fala sobre como o mulá ficou de fora da decisão e não foi ouvido no caso dela.
A justiça oficial simplesmente pegou a assinatura da vítima em um papel em branco e, se não fosse o apoio do pai de Mai e a notoriedade da história dela, teriam certamente arquivado o caso sem maiores preocupações.
Acredito que enquanto não existir justiça de verdade NADA vai mudar!! Não só no Paquistão, como também no Brasil (como já discutido pela Scliar no post sobre justiça paralela).
Já é meu 2º post sobre o livro… e o 2º que digo algo que precisamos pra mudar… o que acham?!!?
EDUCAÇÃO e JUSTIÇA!!!
Beijos, Dani
Uma pessoa que não lê vive à margem da sociedade… todo mundo já ouviu isso!! Mas pra mim isso nunca foi tão claro quanto no livro! Imagine ser estuprada e não saber que existem leis que a defendem, chegar na delegacia e não saber se o depoimento que você deu é o que realmente escreveram no papel que te obrigaram a “assinar”!!
Não consigo conceber a vida sem ler!! Não só por prazer mas por tudo que fazemos diariamente e requer a capacidade de leitura. A própria Mukthar descobre sua fragilidade na delegacia e o pedido que faz quando querem lhe dar dinheiro é: uma escola!! Sem saber ler as mulheres não obtêm o poder de refletir sobre o mundo, se mantêm sempre sob a “asa” de um parente do sexo masculino.
Acho que isso responde a uma das enquetes feita pelo Lino no blog dele há um tempinho… o que é mais importante pro Brasil crescer? Antes de tudo… acredito que seja a Educação!!!
Como médica não digo que não acho interessante a idéia de fabricarmos seres humanos!! Já pensou acabar com as doenças congênitas como síndrome de Down, diabetes, entre muitas outras?!!? Mas aí vem aquela história… como vamos escolher o que acabar e o que não acabar?!? Quem vai ter o poder de escolher isso?? E, ao mesmo tempo, até que ponto vamos produzir seres humanos e não máquinas?!!?
Uma coisa que me espantou no livro, logo no começo, foi quando explicam pros novos “alunos” na fábrica sobre a produção de gamas e deltas. Sobre como eles fornecem pouco oxigênio ao feto para que já nasça com déficit mental e, assim, seja apto a fazer o trabalho de um “ser inferior”. Além disso submetem os fetos a condições adversas que serão úteis ao seu futuro emprego, como calor extremo, frio, tremores, entre outros.
Não sei se a nossa sociedade está preparada para a produção de humanos!! Mas me atrai muito a idéia de produçao de órgãos humanos para transplante, para ajudar pacientes paralíticos, diabéticos, cardiopatas. Só acho que deve ser uma lei mundial regulamentando essa área da medicina.
E vocês, o que acham da produção de humanos?!?
“Você não tem o desejo de ser livre Lenina? (…) Eu sou livre, livre para me divertir…”
Quando li essa parte do livro parei, marquei-a e fiquei pensando… a impressão que tive (e ainda tenho) é que Bernard quer saber se ela não tem vontade de se sentir só, de sentir medo, tristeza e vários outros sentimentos que, se não proibidos, são quase heréticos no Admirável Mundo Novo. Quase no final do livro, na conversa do Selvagem com Mustafá Mond, o administrador explica o S.P.V. (Sucedâneo de Paixão Violenta) como “o equivalente fisiológico do medo e da cólera. Todos os efeitos tônicos de assassinar Desdêmona e ser assassinada por Otelo, sem nenhum dos inconvenientes.” O Selvagem prontamente replica: “Mas eu gosto dos inconvenientes”
Daí parei pra pensar… nossa vida se resume à busca pela felicidade… queremos ter amigos, família, filhos, casa, um amor e, basicamente, ser felizes!! Ou não?!!? Falo por mim… adoro os grandes (e os pequenos) momentos de felicidade da minha vida!! Mas o que faria se fosse feliz o tempo todo?!!? Como aprenderia, cresceria e, principalmente, como saberia reconhecer a felicidade?? Não que goste de ser infeliz!! Com exceção de algumas poucas pessoas, acho que ninguém gosta de ser triste!! Mas acredito que momentos de tristeza são importantes pro nosso crescimento pessoal e espiritual!! Assim como os momentos de solidão, introspecção (coisa que não existe no AMN!!) e insatisfação!! Esses momentos nos fazem descobrir quem somos de verdade e o que queremos da vida!!
Então, eu concordo com o Selvagem… eu quero os inconvenientes!!! E você, o que acha?!!?
Uma das coisas que mais me impressionou no livro (entre tantas que me impresisonaram!!) foi o fato dos personagens dizerem frases feitas como se fossem verdades absolutas ou coisas que eles próprios tivessem concluído. Enquanto Bernard ouvia e lembrava… “cem repetições, tantas noites por semana, por tantos anos.”
Quantas repetições fazem uma verdade?!!? Enquanto lia cada vez que me deparava com uma frase feita tentava me lembrar de quantas vezes já fiz isso… repetir uma frase que já ouvi muito, sem acreditar ou sem ter comprovado se é verdadeira. Quantos de nós não repetimos frases que ouvimos nossos pais, familiares, amigos ou, até mesmo, a televisão dizer!?!? Sem contar nas verdades absolutas que simplesmente adotamos porque assim nos é passado!! Quem aí nunca se sentiu mal por não ter o carro que todos dizem ser o melhor?!?! Ou por não ter o corpo, o cabelo ou o modo de vestir dito corretos?!!?
Isso foi uma das coisas que o livro me fez parar para refletir… prestar atenção no meu próprio condicionamento, rever alguns conceitos pra ver se são meus conceitos ou se me foram passados por outros. Não vou aqui discutir quem ou o quê nos condiciona. Mas acho que é uma boa oportunidade pra parar e pensar!!
E você, quantos dogmas que não são seus você repete por aí?!?! Ou simplesmente acata sem parar pra pensar?!!?
Beijos, Dani
Chega a ser filosófico dizer isso, mas não é. A verdade é que, ao comprar o livro na net, esqueci de trocar o endereço antigo (da casa da minha mãe) pelo novo (minha casinha). Resultado: passei o final de semana ansiosa, xingando o sebo de SP onde comprei meu livro, dizendo que nunca mais comprava em sebo e já procurando pelo livro em sites e livrarias convencionais. Ontem à noite, depois que eu já tinha xingado todas as gerações da família do cara do sebo, minha mãe me liga dizendo que tem uma encomenda pra mim na casa dela há uns 2 dias, talvez mais!!! (é que ela estava em Guarapari, curtindo as férias, não sabe que dia chegou!!) Eu mereço né?!?! Me desculpa aí senhor livreiro…
Enquanto ainda não via nem a capa do meu livro fiquei pensando o que vou fazer quando for a minha vez de escolher o tema… ai meu Deus!! Os últimos livros que tenho lido são romances ou livros de vampiros… alguém aí se interessa?!!? Aí fui me lembrar da minha época de aula de literatura, ainda na escola… quando li Machado de Assis, José de Alencar, entre outros feras da nossa literatura e (UFA!!) acho que tô salva!!! Qualquer coisa ainda temos alguns atuais… O Caçador de Pipas, A cidade do Sol e outros.
Até lá veremos!!!
Ah, e hoje vou buscar meu livro!!!
Beijos a todos!!
Ah, pra quem não entendeu essa história de comprar livro de sebo pela net, eu explico: é um achado… a Estante Virtual, um site só de sebos do Brasil todo!!! Quer ver?!!? Clique AQUI!!





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