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Égua de ti Scilar… por meu livro nao ter chegado eu vinha justamente tocar no assunto insesto. Ai tu me jogas um post desse onde só me resta lavrar e sacramentar o tema??? Égua de ti!!! Mas como sou enjoada, vou meter meu bedelho do mesmo jeito!!!
Na minha opinião, o incesto existe, ou ele acontece, quando a estrutura familiar se rompe. A natureza, a Igreja (qualquer uma), o universo “criaram” a instituição família: pai, mãe, filhos, tios… todos vivendo em um cla, alegre e felizes. A vida moderna afastou os parentes para outras terras… essa mesma modernidade trouxe o divórcio. E eu me atrevo ainda a dizer (mas mau marido não leia) que a natureza impulsionou o homem a constituir novas famílias. Os laços familiares foram assim se quebrando.
Sangue conta… mas o peso maior de nossos sentimentos são baseados naquilo que vivemos junto dos outros. John e Jenny, Wood e Soon-Yin nao viveram uma relação de pai e filho. Todos foram separados na infancia e se encontraram anos depois. O sentimento que tem um pelo outro depois de tanto tempo poderia ser tudo, inclusive o amor incestuoso.
Dessa forma chego a conclusão que a RELACAO de maternidade/paternidade é construída, ano após ano, mas o sentimento maternal/paternal… e amor entre pais e filhos, esse sim é instintivo!
Estou a mais de meia hora olhando essa tela tentando escrever meu post, mas minhas avós ainda não chegaram (como se não bastasse tá inventando palavra no título, essa intimidade com quem ainda nem foi apresentada) e estou tentando me basear nos post dos outros colegas para fazer o meu. E como se faz isso sem cair no pecado “concordo com fulano, discordo de beltrano”? E ainda me fica aquela sentimento de “não gastar munição antes de começar o tiroteio”.
Lesbianismo e incesto… pois é né? Nem era para ser polémico. Amizade, amor… eeeiiii, a gente tá falando do mesmo livro??? Eu jurava que ia ler um história de duas senhoras amorosas que sentam em suas cadeiras de balanço para bordar enquanto um delicioso cheiro de bolo de fubá inunda o ambiente… Que coisa!!!
Mas é essa a visão de avó que 90% das pessoas tem. E isso nao mudará de uma hora para outra. Não estou levantando bandeira para acabar com essa imagem doce e terna da vovó, por favor, minha veia revolucionária foi clampeada a algumas décadas… NAO MUITAS, pois só uma jovem avó!
Porém, gostaria de levantar uma questão: se fosse “As tias”, mudaria alguma coisa? Eu sei… ninguém aqui está “chocado” com duas velhotinhas lesbicas, mas e o mundo?
Meu livro ainda não chegou, e creio eu que terei problemas dessa vez pois o correio aqui no primeiro mundo, onde tudo funciona é lindo, perfeito, sem falhas, está em greve sem previsão de voltar ao trabalho. Não é maravilhoso pagar impostos tao altos, vender uma imagem de está morando no paraíso terrestre e pegar uma rabiçaca dessa? Sinceramente, estou a beira das lágrimas de pura emoção.
Bom, na falta das minhas avós, nao quero ler os post dos colegas agora para não ser influênciada, vou voltar ao tema Violencia por tradiçao ao qual, por problemas de cunho técnico e pessoal fiquei devendo os dois ultimos post.
A Lys não poderia ter encerrado o tema de melhor forma ao nos presentear seu ultimo post onde abrange a violência como um todo, de um todo. E vocês viram como é fácil prever e tratar dela? Infelizmente, esse tratamento, na forma em que se encontra hoje nosso mundo é lento, muito lento, por pura falta de infra-estrutura do estado, da família, da igreja em fim, todas as instituiçoes que de uma forma ou de outra são resposáveis por nossa criação. É muito fácil jogar a culpa no outro, tomar um pouco dela para sí AGIR é o problema.
O homem quando vivia nas cavernas (eu nao estava lá, que fique bem claro) era obrigado a lutar para sobreviver. Seus instintos animais eram aguçados e qualquer ameaça era respondida com brutalidade para se defender e sobreviver. Trouxemos isso para a vida moderna. Por mais civilizado que tende a ser a raça humana, e nesse ponto as mulheres estão anos luz a frente dos homens, (ou vocês já viram um homem sentar para discutir a relação?) sua constante necessidade de provar que é mais forte tras de volta o primitivismo teoricamente deixado para trás!
O post do Alvaro sobre o regime de castas muito forte naquela regiao me fez “aceitar” alguma cisa dessa sociedade tao “primitiva”. Questionamento final da analfabeta Mukhtar Mai ainda fica em aberto:
“se a mulher é a honra do homem, por que será que ele quer violar ou matar essa honra???”
Alguém pode dizer?
Não sei se cheguei a comentar o que me levou realmente (sem eguices) a escolher esse tema, mas vou repetir: na minha região existem muitos muçulmanos, marroquinos, egípcios, árabes, não dá pra saber ao certo de onde eles vem só de olhar. Na escola onde meu filho pequeno estudo, eles são em 40%, repito QUARENTA porcento (são 50 alunos, não é difícil tirar a percentagem).
Pois bem, um dia estou eu lá na escola ajudando meu filho a colocar os sapatos e chega uma mãe (muçulmana), com um bebe de uns 5-6 meses no colo e um da idade do meu, 4 anos. Ao ajudar seu filho a colocar os sapatos ela sentou o bebe no banco e o segurava com uma mão, enquanto a outra tentava amarrar o sapato do menino. Eu, diretamente ao lado, bem ao lado, do ladinho mesmo, instintivamente segurei o bebe. Ela sorriu, docemente, agradeceu, terminou de amarrar o sapato do mais velho e se foi. No dia seguinte tentei conversar um pouco com ela, que gentilmente se esquivava. Uma outra mãe, francesa, me puxou de lado e falou não adiantar: elAs não se misturam. Algumas não podem falar com “os de fora”. Foi quando comecei a observar o comportamento de todos lá: muçulmanos de um lado, franceses de outro. Bom dia, boa tarde boa noite e olhe lá. Nem nas reuniões eles comparecem! Não é problema do idioma, todos falam francês, já percebi!
Um ano se passou desde então e minhas observações não pararam por ai, e minha mente fértil foi se misturar as areias do deserto que eles deixaram pra trás. Deixaram sua pátria, mas trouxeram seus costumes, bons e maus como todos emigrantes. Quantas Mukthar Mai existem a meu redor com um grito sufocado na garganta???
Estou muito satisfeita com os post de vcs. Todos os pontos que eu gostaria de abordar, meu objetivo quanto a escolha do tema foi alcançado. Isso me dá um filete de esperança. Realmente, não somos nós que vamos mudar algo, são elas… as próprias mulheres. E elas só vão se sentir fortes o suficiente para tal quando se sentirem protegidas, quando tiverem certeza de serem ouvidas!
E ouvidos, temos cada um dois a dar a elas.
Uma amiga, muito intelectual, PHD em ciências humanas, letrada, verbada e com cinco universidades perguntou se Mukthar descrevia o estupro no livro. Respondi que sim e ontem (domingo, estou programando o post) ela me chamou de mentirosa. Não havia a descrição do estupro tim-tim por tim-tim.
Ok, desculpe. Atenção senhores leitores: Desonrada não é um livro onde uma mulher conta com riqueza de detalhes (isso naquilo e aquilo nisso) como teve sua flor despetalada por quatro homens seguidamente por horas. Podem tirar suas éguas da chuva pois quando Mukthar saiu do estado letárgico após o estupro clamou por justiça e não piedade. A preocupação dela, sua luta é para que outras tenham apoio e se sintam fortes para lutar contra seus próprios demônios e não chamar atenção da mídia ou da sociedade para sí.
Na tradução em português, ha um prefácio da Miriam Leitão onde ela conta que a ONU, por uma questão de “burocracia”, ajudou o governo paquistão a calar Mukthar Mai dentro de seu país quando essa teve seu direito de locomoção reduzido… fiquei com nojo! A ONU, guardiã do direitos da humanidade… nessas horas percebo o quanto sou ingênua!
Acho que a principal questão na fabricação de humanso é sem dúvida a moral: até que ponto podemos brincar de ser Deus?
Para se descobrir quanto um feto precisa receber de oxigênio para se transformar em um Alfa, quantos Ypisons Menos-Menos foram criados? A ciência trabalha, mais ou menos, na base da tentativa e erro. Estamos prontos para receber os erros no seio de nossa sociedade? Ah sim desculpa, eles não farão parte dela… bobagem a minha!!!!
É tentador ver doenças erradicadas, outros tantos problemas geneticos serem facilmente curados. Seria perfeito chegar ao médico e dizer: “Quero uma menina, com os olhos do pai, mas a minha bunda, por favor. Morena, inteligente com ar aristocrático e gosto erudito. Quando posso vir para a fertilização?”. Ah mana, até pra mim seria um sonho… aqui em casa é só macho! Mas e se por um caprixo da natureza o XX se transformasse em XY? Impossivel.
Cientificamente impossível de acontecer, mas humanamente possível! O desgramento responsável pela manipulação genetica cometeu um erro, e eu gerei mais um menino. “Tem garantia doutor?”
Estamos prontos para amar os seres que fabricamos?
Peguei os ultimos capitulos do livro as 10 da noite e já eram duas da manha quando acabei. Não consegui parar, não consegui desviar o pensamento… tanto que só lembri de tomar meu anti-concepcional hoje de manha. Se uma admirável vida nova aparecer em mim nas próximas semanas a culpa é do herege do Aldous.
Herege pra não dizer coisa pior. O cara não “montou” nenhum mundo novo. Ao chegar ao ponto onde Lenine e Bernard (o nome da mulher vem na frente propositalmente) vão para a reserva selvagem, as criticas a nossa atual sociedade ficaram evidentes. Esse um montou um mundo onde ele, homem, seria feliz comendo quem bem entendesse, livre de culpas e compromissos. Ora que lindo seu menino.
Se o mundo era perfeito, pq fui obrigada a me confrontar com um herói patético? O o John? Um selvagem… realmente um selvagem… um animal em todos os sentidos. Lenina uma mulher superficial desesperada em ser magra, horrorizada com a gordura e feiura da Lisa. Esse mundo não tinha nada de novo, mas é admirável. Pergunta: vc viveria em um mundo assim.
Algumas partes do livro que grifei:
“Aqueles que se sentem desprezados fazem bem em ostentar um ar de desprezo.”
“- Mas Fanny, você realmente quer dizer que durante os próximos três meses não vai…” - reticências? Moralismo na terra onde todos são de todos?
“Os bem intencionados comportavam-se da mesma forma que os mal intencionados”
Estão vendo? Desprezo, vergonha, moral… tudo vive nesse mundo novo. São conceitos natos a meu ver. Não precisam ser ensinados. O individuo nasce com ele e os modela durante toda a vida de acordo com o meio onde vive.
Finalizando, para mim ficou bem claro, inclusive nas palavras do próprio diretor geral:
“A felicidade real sempre parece bastante sórdida em comparação com as supercompensaçoes do sofrimento. E, por certo, a estabilidade não é nem de longe tão espetacular com a instabilidade.”
Isso se torna claro quando multidão de civilizados se juntam ao pé do farol onde foi se esconder o Selvagem, para ver seu espetaculo de auto-flagelação. Civilizados?
Enquanto isso ocupo meu tempo, entre outras coisas, a pensar qual tema colocarei no Clube. Quais livros. Que tema domino bem tem pelo menos três bons titulos para serem escolhidos? nao preciso nem pensar duas vezes: parto e amamentaçao. Égua, colocar Lino e Lys para ler Michel Odent ou Janet Balaskas seria, como posso dizer, cruel. Tadinho deles. Não farei isso.Outro tema quem em interessa? Criação de filhos. Ah não esquece. Até eu já cheguei a conclusão de que esse tipo de literatura só serve para torturar os pobres dos pais com possíveis e pseudo traumas futuros de seus filhos ou ainda para livrar nossa consciencia da culpa dos filhos serem as éguas que sao. Deus me livre!
Deus??? Jesus seria uma ótima opção. A Operação Cavalo de Troia nos trás um Jesus lindo, humano e fala de um Deus exclusivamente feito de bondade e amor. Mas será que o povo saberá separar Deus de Igreja? Fé de religião? Uhhh como diz o ditado: religião, política e futebol não se discute!
O que faço então??? Lançar um tema, propor uma discussão depois do Lino não é nada fácil! Ok, entao vamos falar de uma coisa mais amena: a violencia contra a mulher! hehehe… foi ironia!
Por séculos e geracoes ela foi posta como submissa, inferior e deveria se dedicar ao marido e aos filhos. A Bíblia ensina isso diversas vezes. A Bíblia… escrita a milhoes de anos atrás, em uma época bem diferente da de hoje. Todo mundo sabe disso. Nao é verdade? Ninguém mais discrimina um ser humano por conta de seu sexo. Quem é louco de dispor uma mulher de forma brutal e desumana? Quem será bisonio a multila-las, corpo e alma? E qual será sua única saída: a voz!
A denúncia de mutilação genital das mulheres somalis é o grandioso objetivo da obra Flor do Deserto. Através de sua biografia, a modelo africana Waris Dirie, atravessa as fronteiras da Somália e mostra ao mundo o lado grotesco de sua cultura. Waris conta que foi mutilada aos cinco anos de idade, numa espécie de rito de passagem.O relato impactante mostra a crueldade e o preconceito aos quais são submetidas as meninas somalis. Seus clitóris são extirpados com objetos rudimentares, como facas, tesouras e lascas de pedras, sem preocupação com higiêne, pondo em risco milhares de vidas. A cultura de seu país atribui à genitália feminina o estigma do mal, por isso toda filha mulher é submetida a ritual de mutilação. A modelo relata sua saga pelo deserto da Somália, fugindo da tirania do pai, cuja mentalidade cultural, permite não só a mutilação, como a escolha do marido para a filha. A menina Waris foge,ainda sangrando para Mogastício a pé, enfrentando animais selvagens e areias escaldantes por 500Kms. A provação de Waris é recompensada em parte, fora do seu país e longe das imposições de sua cultura, ela se torna uma modelo conhecida internacionalmente, o que lhe permite denunciar ao mundo a bárbarie a que são submetidas as mulheres somalis.Hoje Waris é embaixadora da ONU e responde por assuntos que denunciam a crueldade contra as mulheres de seu país. (Fonte)
Este livro conta-nos a atroz história de Mukhtar Mai, uma jovem paquistanesa de 28 anos que vive numa aldeia no interior do país. É em Junho de 2002 que um auto-intitulado tribunal da aldeia se reúne e condena a jovem a uma terrível sentença: Mukhtar é condenada a ser violada. O crime de que é acusada é ter de pagar pelo facto de o seu irmão mais novo, de apenas doze anos de idade, ter sido visto com uma rapariga de outro clã. Depois de violada, humilhada, desonrada esta jovem podia ter optado, como o fazem tantas outras em circunstâncias idênticas, pelo suicídio. Em vez disso decide, corajosamente, permanecer na sua aldeia e dar a conhecer ao mundo inteiro, apesar dos riscos que isso implicava, a atrocidade de que tinha sido vítima. Mais tarde construiu uma escola na sua aldeia pois segundo defende só a Educação poderá ajudar a acabar com situações destas. (Fonte)
A escolha por esse tipo de violência a mulher, de certa forma ligada a religiao e tradicao, nao é a toa. Vivo na França, mas conto nos dedos de uma única mão os franceses “puros” que conheco. A maioria sao árabes, marroquinos, mulcumanos e afins. Eles vivem aqui como em guetos. Nao falam com “os outros”, suas criancas nao participam de festinhas, estao sempre fechados em sua sociedade. Me dá arrepios ao pensar do que essas mulheres escaparam no país delas… ou não!
P.S: por motivos técnicos, não achei um terceiro livro para colocar na roda. Se alguém souber, fique a vontade!
Não estou acompanhando direito a discussão aqui para nao me deixar influenciar. Quero pensar com minha cabeça. Devo ter esse potencial guardado em algum lugar por aqui. Estou no capitulo nove, segundo o Lino quando começa a se expor a civilização, não civilizada… Tá bom, eu leio os post mas não discuto. Tento pensar sozinha sem influencias. Oh gente, dá um crédito, vai!!
Bom, não sei se vi civilização até onde li, talvez esteja precisando mesmo mudar meus conceitos, porém devo confessar que quando pego o Admirável Mundo Novo, um égua de bichinho desgramento fica martelando minha cabeça com a maravilhosa possibilidade de tudo aquilo ser verdade, com algumas modificações básicas, naturalmente. Eu sei… joga pedra na Ciça. É uma égua mesmo. Meu povo, entendam: no momento sou uma mae a beira da loucura com um filho de 15 anos precisando, porém sem maturidade, decidir o que fazer da vida sendo esmagado pelo sistema. O mundo para quem sabe o que quer é relativamente fácil, mas para os que precisam de um pouco mais de tempo para decidir… tadinhos. E nesse contexto, juro nem me importar muito com uma rápida manipulação do ser. Égua… o que o desespero não faz! Vai ver que Huxley estava com os mesmo problemas que eu quando escreveu esse livro. Quem sabe
Ah se eu pudesse e meu dinheiro desse… “programava” meu filho para ser um jornalista, advogado, médico, enfermeira, publicitário, astrônomo essas coisas que dão muito dinheiro e prestigio, sabe? Professor? Tá doido? Olha onde a mãe dele veio parar!
Engraçado como até mesmo a mais bizarra das utopias sao capazes de nos seduzir. Utopias??? Será??? Preço dos livros… banalização do sexo… inversão de valores… família….
Bom, deixa eu ir lá ver essa tal civilização.
Meu livro chegou a alguns dias e ainda nao passei do primeiro capitulo. Palavras como “algidez hibernal” ficaram batendo em minha mente juntamente com a descrição do ambiente laboratorial. Isso em um dia em que vc está mais para cadáver do que para gente!
Tentando nao levar em conta o que foi dito sobre o livro aqui, principalmente nos comentários, que por mim viravam sub-post, trago a baia uma alucinação antiga do tempo em que a maldade humana nua e crua bateu a minha porta e eu ingenuamente deixei entrar. Escolhas… livre-arbítrio… pra que??? Somo capazes de usar esse dom de forma correta? Porque não já nascermos, ou sermos criados, com nosso destino todo traçadinho e geneticamente manipulados para ser feliz assim?? Com duas garrafas de vinho, três frascos de tranquilizantes e meia dúzia de alucinógenos na cabeça não vejo problema nenhum nisso!
- Mas a vida não pode ser tão fácil assim Ciça!
Bom, se você acha fácil manter a lucidez sem chocolates e com TPM, vamos lá….
Não importa QUEM criou essa ordem. Ela existe e eu continuo achando ter sido uma variaçao natural do desenvolvimento humano. Um tanto retorcida, ok, bem retorcida para agradar um ou outro, mas para isso existe a tolerância, outro dom básico para a convivência social. Se ninguém tem o direito de impor, ninguém tem o dever de obedecer… mas todos temos de arcar com as conseqüências!
Não deve ser surpresa para ninguém que me conhece, ou pelo menos freqüenta meu blog, saber que ficção científica é um gênero literário totalmente novo para mim. Entre Marien Keyes e Aldous Huxley o primeiro sempre teve vaga garantida no meu carrinho de compras. Isso não quer dizer que nao esteja ansiosa. Talvez essa seja a chance de minha vida para provar ser um égua letrada. As ultimas tentativas foram frustradas e caras. Mas a gente fala disso depois!
Para não correr risco de me perder pelo meio do caminho achei melhor pegar o Admiravel Mundo Novo em português. Deve chegar ainda na próxima semana, porém, por morar no buraco do tatu entre o nada e o lugar nenhum, provavelmente não antes da terça-feira. Portanto, vocês vão ter de esperar mais um pouco para saber se a égua dá pra coisa ou não - sem trocadilhos, por favor!
Lino, Loba, Lys, Lu (o que é isso? A confraria dos “L”?)… e eu me pergunto: o que estou fazendo aqui no meio desse monte de intelectual? Ai que medo! Se eu tinha esperança do povo me achar mais ou menos inteligente, depois dessa experiencia a égua, com certeza, vai para o brejo!
Mas vamos ao que interessa: Lino meu lindo, não poderia ter escolhido um tema mais cor-de-rosa não? Arri égua, e se eu começar a querer me auto genéticas a mim mesma? Sem falar nas horas que perderei em delírio puro me perguntando pq não fui manipulada geneticamente para sair com a cara do papai, o bumbum da mamãe e não o contrario. A meu povo, segura ai que fantasia é o que não me falta! Vou ter de começar do zero, nem o filme Blade Runner assisti. Muito escuro, muita explosão, muita ação e tenho pesadelos a noite. Graças a Deus vc avisou logo que o livro não tem nada com o filme!
Bom, como já disse, o tema será novo para mim, pois nunca li nada a respeito. Li assim, nunca peguei nenhum livro sobre o tema para estudar. Já li artigos em jornais, revistas, alguns debates e “embates”, na TV, documentários… também tão égua não sou, viu meu povo? Para o meu caso, e aqui já puxo a brasa pra minha sardinha mesmo, acredito ser o ideal começar pl começo, ou seja, os clássicos. E dando uma linda rápida em resumos pela rede e no pdf que baixei em um dos links da Lys, dou meu voto para o Admirável Mundo Novo (Schöne neue Welt ), de Aldous Huxley. O preço dele em alemão está bem atrativo. Talvez mande até busca-lo. Tem um livrinho encadernado, cheirinho na mão é bem mais meu gosto!!!

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