Aproveitando a questão posta pela Lys, vou enveredar, também, por uma pergunta, mas eu próprio a vou responder, a partir de O Alienista. E as considerações não vão levar em conta nenhum tipo de teoria, discutindo a essência do que é ou não literatura. O alvo, no caso, é diferente. Trata-se de bons livros.

Não há dúvida que O Alienista é um bom livro. E o é por, primeiro e como observaram todos que dele falaram, nos proporcionar prazer na leitura. Ele é divertido, mas coloca questões sérias, que nos permitem refletir, inclusive fazendo uma analogia com os dias de hoje. Machado consegue, ao escrever, fazer com que nos deliciemos, mas nos dá, também, a oportunidade de pensar, de questionar.

Fui, como todos devem se lembrar, um dos críticos mais ácidos de Anne Rice, pelo menos do livro que escolhemos a partir da sugestão da Dani. A crítica, na verdade, não tinha o objetivo de questionar a escolha, mas o livro, em si. E partiu, no meu caso, principalmente do fato de, ao final, não ter me envolvido na leitura, não ter tido o prazer que acho essencial para ler algo.

Ninguém duvida, por exemplo, que Dostoievsky é um grande escritor. Reconheço isso. Mas não consegui ler até o final Os Irmãos Karamazov. E isso não tira dele o fato de ser ótima literatura, reconhecido por todos. Para mim, no entanto, ele não foi um bom livro, pois não trouxe, com sua leitura, o prazer que espero ao escolher uma obra e começar a lê-lo.

Então, voltando à questão: O que é que faz um bom livro? No meu caso, o prazer da leitura. E eu a tenho encontrado nos mais diversos gêneros e autores, indo dos best-sellers – que, confesso, eu leio sim – até na chamada grande literatura, com escritores como Machado de Assis. A leitura, para mim, se traz conhecimento, funciona, e muito, como entretenimento.

Eu leio, sempre, procurando este entretenimento e procurando tirar prazer da leitura. Se ao final, consigo, o livro é bom. Pelo menos no meu julgamento.

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