A leitura do livro atual é deliciosa… e como o Lino falou muito bem, estamos lendo um livro publicado em 1882 e pensando na nossa realidade e atualidade.
A coisa que mais me vinha a cabeça era a lembrança de alguns amigos me achando louca e outros me achando um exemplo de pessoa normal…
Na verdade eu sempre achei que esse mundo é tão grande, cheio de gente e de coisas, nem tudo que é normal pra uns, serve para os outros… então se vivêssemos sob o julgamento do Dr. Bacamarte, estaríamos todos internados na casa verde desde o fim do século 19.
Já li o livro a alguns anos atrás… na época que líamos autores brasileiros por obrigação, no colégio (acho que todos passam por essa fase). Lembro que o Machado de Assis foi um dos únicos que não me deu raiva da literatura brasileira na época…
Na verdade os livros dele que tive que ler para o colégio foram Helena e Dom Casmurro… e como gostei, li o Alienista sem a tal obrigação… A leitura atual (que ainda não terminei), me trouxe idéias e lembranças boas.
Lembranças das minhas próprias loucuras… lembranças do meu julgamento das loucuras dos outros e da época em que parei de julgar por achar que nem todo mundo precisa gostar do “verde” e que isso pode ser muito bom…
O fato é que eu adoro esse mundo louco… e ainda bem que os “Dr. Bacamartes” não são tantos assim… então podemos nos expressar livremente!
Boa leitura pra vocês



5 comments
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Julho 22, 2008 às 7:39 am
Destino: 63ºN 10ºE » Blog Archive » Os deuses do tempo
[...] de assunto: Toda terça-feira tem texto meu lá no clube do livro… passa [...]
Julho 22, 2008 às 9:31 am
Lys
Mercia ! Esse livro eh uma delicia mesmo, e como o Lino disse, sempre sera atual.
Tem aquele velho ditado: ” De medico, poeta e louco todo mundo tem um pouco”… sera que quem inventou esse ditado leu esse livro ?
beijocas e otima semana !
Lys
Julho 22, 2008 às 11:31 am
Álvaro Silva
Mércia;
a genialidade do Machado está em justamente pegar um tema tabu no século XIX, torná-lo irônico e, através de um texto delicioso, focalizar a questão da loucura como ela era realmente tratada naqueles tempos. Sim, porque o doutor Bacamarte não existiu. Mas existiam os “médicos de loucos” e eles tinham a palavra final sobre o diagnóstico.
E aí vinham os tratamentos – que Machado não descreve para o texto não perder sua característica quase humorística -, que se constituiam em choques elétricos, esses sim capazes de levar à loucura.
Enfim, “O Alienista” é uma obra que transcende. Tenho uma filha, estudante profissional, que depois de se formar administradora de empresas e fazer pós-graduação, “descobriu” que a vida dela era e é a psicologia. E, segundo ela, a Tatiana, “O Alienista” é leitura obrigatória para todos os que estudam psicologia. Em pleno século XXI!!!!!!!!!!
Julho 23, 2008 às 2:03 am
Marcelo
Oi, Mercia.
Será que não existem mesmo tantos Bacamartes por aí?..
Beijos
Julho 24, 2008 às 1:31 pm
A minha, a sua, a nossa loucura « Clube do Livro
[...] hora, ele estava de plantão ao meu lado!). São as pequenas loucuras do cotidiano, de que a Mercia também fala: são as pequenas loucuras, ou indulgências, que aceitamos naqueles que amamos e [...]