na internetO assunto de como o Chalaça trata as mulheres já apareceu por aqui. De uma forma torta, nas entrelinhas, podemos perceber que, pelo sim, pelo não tudo de importante que aconteceu tinha por trás uma única motivação: o mulherio. Ou seja; para atrair, agradar e transar, é necessário ter poder, riqueza, e – claro – laivos de cultura e inteligência. Assim, lá se vão D. Pedro e o Chalaça tornar deste pais um reino nobre e varonil, para conquistar nobres moças que não desejam, de forma maneira alguma sujar seus delicados pezinhos na lama, ou verem suas faces róseas salpicadas de picadas de mosquito. Pois que então, das sombras, são as mulheres que decidem o destino do pais. Mudou alguma coisa aqui ou algures?

Vejamos uma listinha…

Maria Lúcia (amante de Juscelino Kubtscheck),Thereza Collor (cunhada de Fernando Collor), Monica Lewinsky (estagiária de Bill Clinton, na foto captada na Internet), Miriam Cordeiro (ex do Lula).
Derrubaram presidentes, definiram rumos, impediram eleições… Isto significa que as mulheres estão sempre comandando, como diz aquele velha piada: perguntaram a um homem: -Quem diz a última palavra em sua casa? E ele: -Eu, claro! E continuou: -É, Sim, senhora.
Outro indicador disto é a própria palavra “patroa”, utilizada para designar a cara-metade. No fundo, podemos ver em todos estes casos uma discriminação, que vai desde o pejorativo, como o caso do “patroa” (afinal, patrão tem uma imagem pra lá de ruim!) até a cobertura da mídia, que insiste em categorizar inteligência e beleza como atributos incompatíveis em uma mulher. Sempre tem um e “até é…” O Jô Soares é mestre em fazer isto nas suas entrevistas! É “até é bonita; não imaginei que fosse elegante assim…” e por aí vai. Não sei porque nunca ninguém protestou. Ou protestaram e eu que estou por fora?

De volta ao Chalaça.

Abri o livro ao acaso. Eis o que surgiu:
Confesso que Marianinha foi para mim um daqueles amores únicos, dos quais não temos mais que cinco ou seis em toda a vida. Pareciam ser dias de eterna felicidade; porém, como sói ocorrer às paixões masculinas, ao cabo de três meses fartei-me. Mandei-lhe um colar e nunca mais apareci.
Pois que se deduz então? Que as mulheres vendem-se, e vendem-se fácil e barato, pelo menos do ponto-de-vista masculina. Acho que comentei em algum post perdido na blogsfera sobre a questão de relacionamentos com diferença de idade. Pensando bem, acho que foi aqui mesmo, no Clube do Livro, sobre o conto As Avós. Sempre teimam em dizer que há interesse financeiro quando a diferença de idade é grande… Afinal, quem dá a última palavra?