Égua de ti Scilar… por meu livro nao ter chegado eu vinha justamente tocar no assunto insesto. Ai tu me jogas um post desse onde só me resta lavrar e sacramentar o tema??? Égua de ti!!! Mas como sou enjoada, vou meter meu bedelho do mesmo jeito!!!
Na minha opinião, o incesto existe, ou ele acontece, quando a estrutura familiar se rompe. A natureza, a Igreja (qualquer uma), o universo “criaram” a instituição família: pai, mãe, filhos, tios… todos vivendo em um cla, alegre e felizes. A vida moderna afastou os parentes para outras terras… essa mesma modernidade trouxe o divórcio. E eu me atrevo ainda a dizer (mas mau marido não leia) que a natureza impulsionou o homem a constituir novas famílias. Os laços familiares foram assim se quebrando.
Sangue conta… mas o peso maior de nossos sentimentos são baseados naquilo que vivemos junto dos outros. John e Jenny, Wood e Soon-Yin nao viveram uma relação de pai e filho. Todos foram separados na infancia e se encontraram anos depois. O sentimento que tem um pelo outro depois de tanto tempo poderia ser tudo, inclusive o amor incestuoso.
Dessa forma chego a conclusão que a RELACAO de maternidade/paternidade é construída, ano após ano, mas o sentimento maternal/paternal… e amor entre pais e filhos, esse sim é instintivo!

4 comments
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Abril 26, 2008 às 1:06 am
Leila
Olá… Li o post todo… mas fikei meio q sem saber onde comentar… acabei comentando aqui…
Bom, o livro, confesso q não conheço, mas se trata de Incesto, vou procurar pq Incesto sempre é um assunto interessante pra mim…
Gostei do post, das noções bem argumentadas sobre o Incesto… interessantíssimo!!
Mas, eu sou socióloga, e sendo assim, tenho uma visão muito “social” do incesto…. Ele é uma regra, não resta dúvida, e uma regra social… posto que ela é variável de acordo com a sociedade… em algums é permitido o casamento com a irmã mais velha, outras permitem com a irmã mais nova… outras, permitem com a tia mais velha irmã do pai… e por aí vai…
Mas, um fato intrigante sobre o incesto é além de ser uma regra social, ele também apareçe como uma regra universal… pois não há notícia de nenhuma sociedade que não possuísse a regra do Incesto… e o fato de ela ser universal, nos leva a pensar que ela também é uma norma natural… sendo assim, ela é social pq varia de sociedade pra sociedade, e é natural pq está presenta em todas as sociedades…
Interessanta, não é??
Se quiser se aprofundar no assunto… quem discute muito bem esse assunto é o Claude Levi-Strauss… acho q vc conhece… ou não??
Adorei o blog… Já estou adicionando aos meus favoritos..
bjossssss
Abril 27, 2008 às 6:09 pm
Dani
Ciça, eu tb penso assim, a relaçao familia se cria com a convivencia, o contato!! Eu mesma tenho uma familia enorme em Fortaleza que eu nunca vejo e qdo vieram pro casamento da minha irma reencontrei-os mas o sentimento de familia nao existe!!! Pelo menos nao da minha parte!! Eu nao os conheço e eles nao me conhecem… nao sei se seria impossivel rolar um amor entre pessoas consaguineas q se conheceram anos depois!!!
Beijos, Dani
Abril 30, 2008 às 3:14 am
ethel scliar
O tico e o teco ficam fervilhando. Naminha familia tem alguns casos de casamento entre primos (conta como incesto?). MAs ainda acho que, quanto a questado da “regra universal”, que a Leila coloca, retorna a questão da continuidade da espécie. E entrariamos na discussão de sexo com fins de procriação… Outro ponto a ponderar é o reverso da medalha: e como se explicam os casos de infanticidio, quandoé o pai/mãe que matam os filhos? Onde ficaria a questão “instinto”?
Mais pano para a manga! Ethel
Maio 11, 2008 às 2:00 pm
Lys
Oi Cica… fiquei um tempo sem computador mas ja estou voltando novamente.
Eu ja acho que tanto a relacao quanto o sentimento maternidade/paternidade sao construidos com o tempo. Nao acredito que isso seja instintivo mesmo porque de fato a maternidade eh algo confusa nao eh ? Para a mulher eh um pouco mais facil desenvolver o lado afetivo pois o bebe se faz presente em nossa barriga desde as primeiras semanas. Os sintomas nao nos fazem esquecer… e por essa razao o sentimento maternal geralmente vem antes do paternal. Ja amamos nosso bebe quando ele nasce, pois ele ja fez parte de nossas vidas por 9 meses. Ainda bem que a gestacao demora tanto tempo. Nao eh mesmo ? Isso nos da tempo de amar aquela coisinha fofa que esta crescendo dentro de nos.
Acho que para os pais so cai a ficha mesmo quando eles pegam o bebe no colo e materializam o filh@. Outra forma de materializar eh ver o ultrasom. Acho que eh por isso que os medicos aconselham tanto a presenca do pai nos exames.
Acho que se esse sentimento fosse instintivo, como disse a Scliar, nao existiriam tantos casos de infanticidio. E sem contar os casos de violencia infantil (sexual, fisica ou apenas psicologica) que sao muitos, mas muito comuns em nossa sociedade.