Os três livros que sugiro para que um seja escolhido pelos membros do Clube do Livro estão aí. Curtimos o 2º Centenário da vinda para o Brasil da Corte Portuguesa. Não sei se isso foi bom, se isso foi mal (aposto mais na primeira hipótese), mas ajudou a formar o Brasil como nacionalidade. Dos três livros, 1808 é o mais longo, mas rico em fatos de natureza histórica. O Sol do Brasil é considerado o mais intelectualmente sofisticado, requintado. O Chalaça conta, através do texto irreverente do autor, a história de um personagem caricato da nobreza, mas que é uma espécie de retrato do lado menos sério do brasileiro. Os três livros são muito bem escritos. Mãos à obra, portanto.

1808

A fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro ocorreu em um dos momentos mais apaixonantes e revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. O propósito deste livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar de forma acessível a história da corte lusitana no Brasil e tentar devolver seus protagonistas à dimensão mais correta possível dos papéis que desempenharam duzentos anos atrás. ’1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil’ é o relato sobre um dos principais momentos históricos brasileiros.

 

O Sol do Brasil

A historiadora Lilia Moritz Schwarcz se debruça sobre a vida e a obra do pintor francês Nicolas-Antoine Taunay. Um ensaio a respeito do imaginário francês sobre os trópicos, da arte neoclássica e da vinda da família real portuguesa e do grupo que a historiografia batizou de ‘Missão Artística Francesa’. Um livro de muito conteúdo e que retrata o Brasil de 200 anos passados com muita sensibilidade e arte.

O Chalaça

O romance contém as supostas memórias do conselheiro Francisco Gomes da Silva, o Chalaça, fiel secretário particular de D. Pedro I, personagem que viveu os mais importantes fatos do nascente Império brasileiro. Torero recria brilhantemente – e com humor implacável – a vida deste que teria sido um dos mais importantes auxiliares de Pedro I, não só na política, como em seu dia-a-dia – era sua atribuição, por exemplo, intermediar os encontros do Imperador com as filhas de Eva.

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