doris.jpgO mundo caminha, não tenho dúvida, para o matriarcado. Hoje, em todos os lados que se olha a mulher está ganhando espaço, conquistando posição e se destacando. Mulheres estão ocupando, com muita competência, as mais importantes posições e chegam a sonhar em comandar a mais poderosa nação do mundo. Então, isso não é um sinal?

Deixando de lado a minha bola de cristal, que não é nada eficiente, voltemos a este clube e à prevalência que as mulheres têm nele. Eu e o Álvaro somos, neste caso, os “bendito fruto” entre elas, ardorosas defensoras - com justa razão - do espaço feminino. E para completar esta prevalência - que ainda não chegou ao matriarcado - mais uma mulher entra para o Clube, a escritora e ganhadora do Prêmio Nobel, Doris Lessing.

Confesso não ter votado nela, mas como a democracia diz que a maioria vence, me curvo ao resultado. Dos autores sugeridos, os outros dois não tinha lido e gostaria de ler J. M. Coetze e o seu mundo e visão da África do Sul, um país que acho fascinante e onde Lessing viveu por muitos anos, chegando a ser banida devido às suas críticas ao apartheid.

Li, de Doris Lessing, os livros da série Canopus, que podem ser classificados como ficção científica e que, na opinião de críticos, têm influencia sufista, já que trata, muitas vezes, de situações interiores. A prosa de Lessing é espessa, os livros são bons, mas são de leitura lenta, de apreciação mais longa e, diria até, de um entendimento mais difícil, já que é uma literatura refinada, se compararmos, por exemplo, com Desonrada e, mesmo, com Admirável Mundo Novo.

Acho que pode, sim, ser uma ótima experiência ler da mesma autora um outro tipo de literatura e, assim, poder julgá-la e ao que escreve com base em linhas diferentes de trabalho. O livro já está encomendado. E como neste final de semana temos, aqui no Espírito Santo, um feriadão, vou lê-lo e, na próxima segunda, prometo, volto aqui para falar de minhas primeiras impressões.