O mundo caminha, não tenho dúvida, para o matriarcado. Hoje, em todos os lados que se olha a mulher está ganhando espaço, conquistando posição e se destacando. Mulheres estão ocupando, com muita competência, as mais importantes posições e chegam a sonhar em comandar a mais poderosa nação do mundo. Então, isso não é um sinal?
Deixando de lado a minha bola de cristal, que não é nada eficiente, voltemos a este clube e à prevalência que as mulheres têm nele. Eu e o Álvaro somos, neste caso, os “bendito fruto” entre elas, ardorosas defensoras – com justa razão – do espaço feminino. E para completar esta prevalência – que ainda não chegou ao matriarcado – mais uma mulher entra para o Clube, a escritora e ganhadora do Prêmio Nobel, Doris Lessing.
Confesso não ter votado nela, mas como a democracia diz que a maioria vence, me curvo ao resultado. Dos autores sugeridos, os outros dois não tinha lido e gostaria de ler J. M. Coetze e o seu mundo e visão da África do Sul, um país que acho fascinante e onde Lessing viveu por muitos anos, chegando a ser banida devido às suas críticas ao apartheid.
Li, de Doris Lessing, os livros da série Canopus, que podem ser classificados como ficção científica e que, na opinião de críticos, têm influencia sufista, já que trata, muitas vezes, de situações interiores. A prosa de Lessing é espessa, os livros são bons, mas são de leitura lenta, de apreciação mais longa e, diria até, de um entendimento mais difícil, já que é uma literatura refinada, se compararmos, por exemplo, com Desonrada e, mesmo, com Admirável Mundo Novo.
Acho que pode, sim, ser uma ótima experiência ler da mesma autora um outro tipo de literatura e, assim, poder julgá-la e ao que escreve com base em linhas diferentes de trabalho. O livro já está encomendado. E como neste final de semana temos, aqui no Espírito Santo, um feriadão, vou lê-lo e, na próxima segunda, prometo, volto aqui para falar de minhas primeiras impressões.



6 comments
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Março 24, 2008 às 3:53 pm
Luciane
Lino, tu viste que eram dois escritores contra uma escritora. A mulherada é fogo!
Eu nunca li nada da Lessing. Espero realmente que seja uma leitura dessas beeeeem densas, pra contra-balancar com o livro anterior.
Beijo pra ti
Março 24, 2008 às 8:10 pm
Lys
Ah Lino… eu juro que nao votei na vovozinha so porque ela era mulher
Serio, fiquei bastante na duvida entre esse livro e o do Coetze, mas como nao tinha lido nenhum deles ainda, qualquer um seria lucro.
Mas fique tranquilo meu amigo que o proximo quem escolhe eh o Alvaro
Assim voces poderao dar uma respirada
Estou terminando de ler um bem denso tambem, os Mandarins da Simone de Beauvoir. Bastante legal o livro. Eu realmente adoro esses livros mais densos. Vai ser bacana.
bjs
Lys
Março 25, 2008 às 6:29 am
ethel scliar
hehehe tambem tinha pensado nisto, quando falara que era para mudar a tematica, enfim, que tinha tido aquela blogagem das mulheres… Aí vem as avós! O inconsciente é fogo, não? Ixi, num me assutem não com esta desnidade toda que vou e afogar! Bzus, boa semana para todos!
Março 25, 2008 às 8:19 am
Lys
Na na nina nao !!! Lino seu sapeca… eu lembrei de algo !!!!! O Alvaro votou nas avos !!! Eita que acho que seu companheiro esta eh mais para nosso lado viu
Kkkkk… beijocas.
Lys
Março 25, 2008 às 9:29 am
danipontes
Lino, sabe q eu tb reparei isso?!!? Bem legal ver q a mulher estao realmente ganhando mais espaço!!!
Dia desses fiquei orgulhosa… comprei livros novos da radiologia (minha area de residencia) e percebi que o Tratado de Ultra-sonografia e o de Neurorradiologia foram ambos escritos por mulheres!!!
Meu livro ja chegou e estou contando com nosso feriado tb!!!
Beijos, Dani
Março 26, 2008 às 12:46 pm
Kenia
A violência faz parte da natureza humana, se não fosse por ela, aliada ao instinto de sobrevivência, não estaríamos aqui pensando nessa história.
Além de aprender os mecanimos para canalizar (ou sublimar) nossa agressividade, creio que, como sociedade, precisamos de um mediador que não anda funcionando por aqui: a Justiça. Enquanto houver leis mais ou menos aplicáveis, dependendo de quem pratica o crime, a impunidade vai continuar nos deixando com essa sensação de não sei mais o que fazer.
Beijo.