Acho que a principal questão na fabricação de humanso é sem dúvida a moral: até que ponto podemos brincar de ser Deus?
Para se descobrir quanto um feto precisa receber de oxigênio para se transformar em um Alfa, quantos Ypisons Menos-Menos foram criados? A ciência trabalha, mais ou menos, na base da tentativa e erro. Estamos prontos para receber os erros no seio de nossa sociedade? Ah sim desculpa, eles não farão parte dela… bobagem a minha!!!!
É tentador ver doenças erradicadas, outros tantos problemas geneticos serem facilmente curados. Seria perfeito chegar ao médico e dizer: “Quero uma menina, com os olhos do pai, mas a minha bunda, por favor. Morena, inteligente com ar aristocrático e gosto erudito. Quando posso vir para a fertilização?”. Ah mana, até pra mim seria um sonho… aqui em casa é só macho! Mas e se por um caprixo da natureza o XX se transformasse em XY? Impossivel.
Cientificamente impossível de acontecer, mas humanamente possível! O desgramento responsável pela manipulação genetica cometeu um erro, e eu gerei mais um menino. “Tem garantia doutor?”
Estamos prontos para amar os seres que fabricamos?

1 comment
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Fevereiro 24, 2008 às 10:20 pm
Blog do Lino
Ciça:
Acho que há, sim, uma questão moral. Mas na minha visão a discussão do AMN é mais política, com uma sociedade sem saída, que fica entre o totalitarismo, de um lado, e o barbarismo, de outro. A partir destes pontos há, sim, a discussão moral e ética. Mas o ponto é a decadência da democracia e sua falta de efetividade para resolver os problemas humanos.