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“Você não tem o desejo de ser livre Lenina? (…) Eu sou livre, livre para me divertir…”
Quando li essa parte do livro parei, marquei-a e fiquei pensando… a impressão que tive (e ainda tenho) é que Bernard quer saber se ela não tem vontade de se sentir só, de sentir medo, tristeza e vários outros sentimentos que, se não proibidos, são quase heréticos no Admirável Mundo Novo. Quase no final do livro, na conversa do Selvagem com Mustafá Mond, o administrador explica o S.P.V. (Sucedâneo de Paixão Violenta) como “o equivalente fisiológico do medo e da cólera. Todos os efeitos tônicos de assassinar Desdêmona e ser assassinada por Otelo, sem nenhum dos inconvenientes.” O Selvagem prontamente replica: “Mas eu gosto dos inconvenientes”
Daí parei pra pensar… nossa vida se resume à busca pela felicidade… queremos ter amigos, família, filhos, casa, um amor e, basicamente, ser felizes!! Ou não?!!? Falo por mim… adoro os grandes (e os pequenos) momentos de felicidade da minha vida!! Mas o que faria se fosse feliz o tempo todo?!!? Como aprenderia, cresceria e, principalmente, como saberia reconhecer a felicidade?? Não que goste de ser infeliz!! Com exceção de algumas poucas pessoas, acho que ninguém gosta de ser triste!! Mas acredito que momentos de tristeza são importantes pro nosso crescimento pessoal e espiritual!! Assim como os momentos de solidão, introspecção (coisa que não existe no AMN!!) e insatisfação!! Esses momentos nos fazem descobrir quem somos de verdade e o que queremos da vida!!
Então, eu concordo com o Selvagem… eu quero os inconvenientes!!! E você, o que acha?!!?

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