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Bem, estreando aqui como “posteira”. Depois da maratona do Lino, ficou complicado! Mas vamos que vamos. Como uma vez palpiteira, sempre palpiteira, vou ser o-b-r-i-g-a-d-a a comentar também alguns posts que já se foram. Mas esta “repescagem” fica para o próximo. Agora, vamos polemizar um pouco, que adoro uma luta vale tudo verbal…
O sopro da vida
Uma das questões que me atraem no livro é justamente como definir o que é humano e a questão –tão atual – das pesquisas genéticas. Onde começa a vida humana? Onde termina? É uma questão científica? Histórica? Moral? Para debater a Lei da Biogenética no Brasil, não se convocou nenhum filósofo. E até hoje ainda se discute – sem sucesso – a questão do aborto: direitos da mãe, direitos do feto. Isso, para não falar na famigerada melhoria racial e nas limpezas étnicas. Parecem todos contra – mas e os anacéfalos? É o cérebro que define nossa humanidade? Qual o limite da inteligência para tanto? Alguém tem a resposta?
Pelos excluídos
Para complicar, tem a questão da inclusão. Somos todos politicamente corretos – ou não? Afinal, queremos uma sociedade mais justa, em que as diferenças sejam respeitadas. Que todos tenham as mesmas oportunidades – ao contrário do Admirável Mundo Novo, em que cada um deve ficar feliz com aquilo para o qual foi programado. Gostamos de incentivar, de ver as pessoas “virarem a mesa” e superarem desafios. Certo?
E nas Olimpíadas…
Nem tanto. Como fica o caso de Oscar Pistorius, o corredor sul-africano, campeão para-olímpico? Oscar quer disputar os 400 metros na Olimpíada de Pequim (não a para-olimpíada, mas aquela que inundará nossos lares). Bacana – afinal, como não torcer por ele, que nasceu com um problema nas pernas, amputou abaixou dos joelhos as duas, e agora tem uma prótese de carbono? Um verdadeiro herói! Exemplo de determinação. Só que o comitê olímpico acaba de proibir. Afinal, a “desvantagem” de Oscar foi considerada uma vantagem: suas pernas são biônicas. Como os desajustados de Huxley, onde ele se encaixa? Deve se negar o direito de ele correr com qualquer corredor? Ou estaremos abrindo as portas para que, no futuro, atletas amputem seus membros para dar lugar a um admirável mundo novo? Qual a sua decisão?



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